Artigo

Eleições e Sustentabilidade: um momento para transformar intenção de voto em ação concreta

Arquivo pessoal
Bnews - Divulgação Arquivo pessoal

Publicado em 19/06/2024, às 21h11   Por Leana Mattei e Luiza Mattei*



A importância das agendas ESG (ambiental, social e de governança) e sustentabilidade têm ganhado destaque significativo nas eleições para vereadores e prefeitos que acontecerão ao final deste ano, refletindo uma crescente conscientização e demanda da sociedade por práticas políticas responsáveis e sustentáveis. Essas agendas não apenas abordam questões sobre meio ambiente, mas também sobre sociedade, ética e transparência, influenciando diretamente as políticas públicas locais e o desenvolvimento das comunidades.

Globalmente, temos visto um aumento na pressão por parte de investidores, consumidores e cidadãos para que empresas e governos adotem práticas mais sustentáveis. De acordo com a BlackRock, uma das maiores gestoras de ativos do mundo, a sustentabilidade é crítica para a longevidade das empresas, refletindo uma mudança estrutural nas expectativas dos investidores. Esse movimento não é apenas restrito ao setor privado, mas também tem influenciado o cenário político.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Nas eleições para vereadores e prefeitos, espera-se que candidatos e candidatas que abraçam agendas ESG e de sustentabilidade atraiam mais e novos eleitores, cada vez mais preocupados com o meio ambiente, a justiça social e a transparência governamental. Dados recentes mostram que um número crescente de eleitores considera que esses temas são cruciais na hora de decidir seu voto.

Um estudo realizado pela GlobalData revelou que a maioria dos eleitores espera que seus representantes políticos apoiem políticas que promovam a sustentabilidade e a
responsabilidade social. Isso inclui desde a adoção de energias renováveis até políticas de inclusão social e governança transparente.

Exemplos concretos podem ser vistos em diversas cidades ao redor do mundo. Barcelona, por exemplo, adotou um plano ambicioso para se tornar neutra em carbono até 2050, promovendo iniciativas locais de transporte sustentável e eficiência energética em edifícios públicos. No Brasil, cidades como Curitiba têm implementado políticas de urbanismo que priorizam o transporte público e áreas verdes, demonstrando um compromisso claro com a construção de uma cidade mais sustentável.


Esse compromisso está relacionado não somente a uma tendência ou mesmo a propósitos pessoais, mas sim ao atendimento de demandas urgentes. É preciso planejar municípios urbanos e rurais a partir da perspectiva das mudanças climáticas, entendendo que os prejuízos sociais, ambientais e econômicos decorrentes dessa falta de adaptação ao clima afeta empresas, cofres públicos e toda a população, sobretudo as pessoas em maior condição de vulnerabilidade.

Em suma, as agendas ESG e de sustentabilidade não são mais um diferencial, mas sim uma exigência para os candidatos que buscam cargos políticos. A crescente conscientização sobre as mudanças climáticas, desigualdades sociais e transparência governamental tem moldado as expectativas dos eleitores e influenciado profundamente os resultados das eleições locais. Portanto, candidatos e partidos que ignorarem essas agendas correm o risco de ficar para trás em um cenário político cada vez mais consciente e responsável.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)