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Lady Gaga: O Rio se enche de viados e as diferenças chamam atenção

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Publicado em 03/05/2025, às 10h52   Marcelo Cerqueira @marcelocerqueira.oficial



O Brasil inteiro está vendo pelas mídias que a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, virou nos últimos dias uma verdadeira passarela arco-íris, onde desfilam centenas de viados diferentes, todos ansiosos pelo show de Lady Gaga, que acontece neste domingo, dia 3, às 14h.
As reações ao Rio "sitiado" têm sido as mais inusitadas possíveis. Um site de relacionamento alugou um avião que sobrevoou a praia rebocando uma faixa com a frase: “Mandem ativos”, numa brincadeira provocativa insinuando que aquela multidão seria composta majoritariamente de passivos. 
O BNews publicou, na última sexta-feira, o vídeo de uma fã se jogando no chão, parecendo possuída, aos berros, implorando para que a deusa descesse do quarto do hotel. A vigília em frente ao Copacabana Palace segue intensa; áudios e vídeos circulam nas redes sociais e valem muito a pena ver e ouvir – é gargalhada garantida. O Rio está envaidecido!
Se alguém ainda tinha dúvida de que o Rio de Janeiro virou o epicentro gay do planeta, bastava ouvir o áudio hilário que viralizou esta semana, espalhado em diversos grupos para a alegria geral, o Bnews divulgou no Instagram ontem, assista ao vídeo.  Nele, uma moradora, com aquele tom típico de preocupação cômica, manda um alerta certeiro: “Rapaz, tem viado de todo lado: na Tonelero, viado; na Nossa Senhora, viado; não tem pra onde andar, tá sitiado! Dessa vez não tá nem chovendo, tá caindo um temporal de viado!” E o recado era direto para o amigo, com uma cutucada bem-humorada: “A senhora que é uma bicha velha, tome cuidado...”.
A mulher ainda faz uma comparação impagável entre os tipos de viados: na visão dela, os fãs de Gaga são bem diferentes dos de Madonna. “Os de Gaga são violentos, e os de Madonna são estilosos.” E olha... tudo que ela diz é verdade e, claro, engraçadíssimo. Esse áudio virou destaque justamente pela percepção afiada sobre as diferenças entre os públicos das duas divas do pop.
Na visão da narradora, os fãs de Madonna são mais clássicos, elegantes e experientes – gente que acompanhou a ascensão da rainha do pop desde os anos 80. “As bichas de Madonna são mais clássicas, sabe?”, comenta. Mas quando fala sobre os fãs de Lady Gaga, o tom muda: “Agora as de Lady Gaga, meu amor, são violentas!”, uma descrição bem-humorada da energia avassaladora e da intensidade da nova geração.
Madonna segue, desde os anos 1980, como símbolo máximo do pop, reconhecida mundialmente por quebrar tabus sobre sexualidade, política e poder. Seus fãs carregam toda essa bagagem e representam uma geração que viveu transformações profundas na cultura LGBTQIAPN+, mantendo uma aura maravilhosa de resistência e sofisticação. Essa geração, com cara e coragem, pavimentou uma longa estrada de cultura e direitos para que as novas gerações pudessem desfilar hoje com liberdade.
Lady Gaga, por sua vez, é um terremoto de magnitude máxima – bate fácil 100 pontos na escala Richter quando aparece! Surgida nos anos 2000, e como a gente costuma dizer, filha direta de Madonna, Gaga bebeu da fonte, mas trouxe uma estética ainda mais ousada, atrevida e elaborada. Ela mistura elementos teatrais com música pop e performances artísticas extremas. A diva, assim como Madonna, aborda temas de diversidade, inclusão e identidade, e por isso se consagrou como símbolo importante para a nova geração LGBTQIAPN+. Essa mistura de inovação com uma defesa vibrante da diversidade toca em cheio nessa juventude pulsante e cheia de energia – aquela mesma que no áudio é descrita como “violenta”, no sentido de pura vontade de ocupar todos os espaços.
No meio de tudo isso, linda e maravilhosa, a icônica Copacabana – a “princesinha do mar” – virou palco dessa festa da pluralidade. Entre o som das ondas e o fervor dos shows, ficou evidente a beleza da diversidade. Um parangolé de gerações e estilos convivendo lado a lado, cada uma celebrando a música e a liberdade à sua maneira.
O evento do Rio não tem batalha nem rivalidade, apenas uma constatação da diversidade divertida protagonizando e ocupando. Os tempos mudam, as tribos se renovam, mas a paixão pela música pop segue unindo todos. Como bem aponta o áudio, a diferença essencial está na geração e na atitude. É sim, verdade os fãs de Madonna, mais maduros e "clássicos"; os de Lady Gaga, mais jovens, efusivos e intensos.

Classificação Indicativa: Livre

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