Artigo

Mais anos de vida. Mais vida nos anos

Imagem Mais anos de vida. Mais vida nos anos
É preciso pensar na qualidade desse tempo, na autonomia, na disposição para realizar as atividades do dia a dia  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 31/08/2026, às 14h57   Leila Brito*



Viver mais é uma conquista. Em 2024, a expectativa de vida do brasileiro chegou a 76,6 anos, segundo o IBGE. Mas não basta acrescentar tempo à vida. É preciso pensar na qualidade desse tempo, na autonomia, na disposição para realizar as atividades do dia a dia e na possibilidade de envelhecer com mais saúde e bem-estar.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) utiliza o conceito de expectativa de vida saudável (HALE) para olhar justamente para essa diferença: não apenas quantos anos uma pessoa vive, mas quantos deles são vividos com saúde, considerando os impactos de doenças e limitações.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Essa perspectiva também ajuda a repensar a forma como falamos sobre condições crônicas. Em vez de concentrar o diálogo apenas na doença, podemos ampliar o olhar para a saúde: para a prevenção, o acompanhamento contínuo e as condições que ajudam a preservar a capacidade funcional e favorecer um envelhecimento mais ativo ao longo dos anos.

Nesse contexto, o movimento tem um papel importante. A OMS recomenda que adultos pratiquem de 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana, ou de 75 a 150 minutos de atividade intensa, além de exercícios de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias da semana. Ainda assim, cerca de 31% dos adultos no mundo, o equivalente a 1,8 bilhão de pessoas, não atingem o nível recomendado de atividade física.

Mais do que cumprir uma meta, trata-se de incorporar o movimento à rotina. A OMS destaca que qualquer quantidade de atividade física é melhor do que nenhuma e que substituir períodos de comportamento sedentário por movimento, mesmo em intensidade leve, já traz benefícios à saúde.

É por isso que falar de saúde crônica é também falar de longevidade saudável. Não apenas sobre acrescentar anos à vida, mas sobre criar condições para que esses anos sejam vividos com autonomia, disposição e qualidade.

Os anos que teremos pela frente ainda não chegaram. Mas a forma como queremos vivê-los começa a ser construída agora.

Por Leila Brito, gestora do Núcleo de Desenvolvimento Estratégico e Inovação da Fundação José Silveira

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)