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ABAPA ressalta Programa Fitossanitário no ‘Dia do Algodão’

Lucas Pacheco / BNews
O programa tem objetivo de evitar ou minimizar os danos que pragas causam à cultura do algodão  |   Bnews - Divulgação Lucas Pacheco / BNews
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 25/07/2024, às 11h17



Como você acompanhou aqui no BNews nos mínimos detalhes, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (ABAPA) realizou no último sábado (21) a terceira edição do 'Dia do Algodão', na Fazenda Orquídeas, do Grupo Schmidt, em Barreiras, oeste da Bahia, com o tema “O Presente da Transformação”. Mais de 1400 pessoas acompanharam estandes técnicos, palestras e muita troca de informação e conhecimento. Um dos assuntos discutidos foi o Programa Fitossanitário desenvolvido na região. 

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Mas o que é o Programa Fitossanitário da ABAPA? De forma bem suscinta, ele é uma iniciativa com o objetivo de evitar ou minimizar os danos que o Bicudo do Algodoeiro, que é a principal praga, e outras, ocasionam à cultura do algodão, ao ambiente e à economia do estado.

Esta ação é extremamente importante porque o Brasil reúne condições de clima e de solo propícias à proliferação de patógenos e parasitas, tidos como inimigos das lavouras.  

O Programa Fito, como ele também é chamado, dividiu, estrategicamente, a área produtiva do estado em Núcleos Regionais de Controle. São 18, sendo 15 no Oeste da Bahia e três no Sudoeste.

Durante o 'Dia do Algodão', o Gerente do Programa Fitossanitário da ABAPA, Antônio Carlos Araújo, destacou a importância da construção e do desenvolvimento da iniciativa. 

"O programa fitosanitário tem ações e ele foi criado para reverter o impacto prejudicial que o Bicudo do Algodoeiro ocasionava a cultura do algodão. E também, hoje, o programa fitosanitário atende outras pragas, ele atende todos os cotonicultores, tanto da região oeste como do sudoeste da Bahia, atendendo uma área de 345 mil hectares em toda a Bahia. O programa fitosanitário tem ações como o monitoramento das propriedades e das lavouras, orientando todos os cotonicultores para as tomadas de decisões. O que está acontecendo na lavoura, a colheita, levantamento de dados para toda a cadeia do agro, como o plantio, a colheita, o que está ocorrendo no momento em relação às pragas, doenças. E também temos ações dentro do programa fitossanitário como o apoio às pesquisas, a Embrapa, as fundações, as universidades, nós temos projetos com a Fundação Bahia, nós temos uma parceria também com a DAB, que é o órgão fiscalizatório, e nós fazemos o que? Levantamos todos esses dados e orientamos quanto ao vazio fitossanitário da cultura do algodão, também atendendo todas as culturas dos cotonicultores, quais sejam, soja, milho, algodão, nós atendemos dentro do programa fitossanitário da ABAPA", afirmou Antônio Carlos.

O Gerente do Programa Fitossanitário também falou dos riscos que o Bicudo do Algodoeiro pode causar às lavouras. 

"O Bicudo do Algodoeiro, principalmente, ele é uma praga que pode dizimar uma lavoura em até 100%, como na década de 80 já houve essa grande perda ocasionada por ele. Então, o Programa Fitosanitário orienta as boas práticas de manejo justamente para que não ocorra isso que ocorreu em outras épocas. Depois do Programa Fitosanitário, que é desde 2005, não houve  o Bicudo. Na verdade, ele vem presente sempre, mas com danos e perdas a níveis aceitáveis e a gente vem fazendo essa orientação justamente para que não haja essa flutuação populacional acima dos limites e ocorrer a dizimar as nossas lavouras. E essas orientações são para que toda a cadeia do agro, todo o setor produtivo seja sustentável", ressaltou. 

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