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Acordo para evitar venda de soja em áreas desmatadas da Amazônia Legal ainda é incerto; entenda

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Agricultores e tradings estão distantes de chegar a um consenso em acordo  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik

Publicado em 25/04/2025, às 07h46 - Atualizado às 09h24   Publicado por Vagner Ferreira



O futuro da Moratória da Soja — acordo entre empresas do setor, ONGs ambientais e o governo para evitar a venda de soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia Legal desde 2008 — ainda é incerto. Segundo informações do portal Globo Rural, tanto os agricultores quanto as tradings (empresas que compram e vendem ativos) estão distantes de chegar a um consenso.

A Comissão de Agricultura do Senado Federal se posicionou contra a Moratória durante uma audiência pública realizada na quarta-feira (23). Por outro lado, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), por meio de seu presidente-executivo, André Nassar, acredita na possibilidade de um acordo que não envolva necessariamente o cancelamento da medida.

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“Nossa sugestão é que sejam feitas mudanças na Moratória, que são viáveis. O mercado internacional não quer comprar soja plantada em áreas desmatadas na Amazônia”, afirmou Nassar, conforme a reportagem. Já o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Fabrício Rosa, propôs que a moratória deixe de ser obrigatória, passando a ser uma alternativa para os agricultores.

“Para quem tem condição de cumprir a exigência do mercado europeu, é possível optar por essas áreas e destinar essa soja a eles, com o custo de segregação, que pode variar entre US$ 40 e US$ 60 a mais para separar e enviar a soja”, ressaltou Rosa ao Globo Rural.

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