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AIBA anuncia estudo para mapear demandas energéticas no oeste baiano

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Estudo inédito busca identificar demandas elétricas para irrigação e armazenamento de grãos  |   Bnews - Divulgação Aiba/Divulgação
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 28/09/2025, às 16h26



A Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) lançou na última semana um estudo que tem o objetivo de mapear as demandas energéticas atreladas à expansão da irrigação na região oeste baiano. A pesquisa inédita pretende identificar as necessidades de energia elétrica para irrigação e estruturas agrícolas nos próximos 10 anos. 

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O estudo irá realizar o levantamento de dados por meio da participação dos agricultores irrigantes que irão responder perguntas sobre consumo elétrico, área irrigada, equipamentos, entre outros.

O crescimento da demanda energética no cerrado baiano é de cerca de 20% ao ano, bem acima da média nacional que gira em torno de 3,5%. Com a demanda disponibilizada pela Neoenergia Coelba é abaixo da necessária, diversos produtores optaram por utilizar fontes alternativas para seus projetos e negócios e elas exigem alto custo de investimento inicial e de operação, o que encarece a produção.

A Neoenergia Coelba, por sua vez, possui planos de elevados investimentos no oeste baiano até 2027, com construção de novas subestações, ampliação de outras, linhas de alta e média tensão, com projeção de acréscimo de 616 MW de capacidade energética total.  Entretanto, um levantamento prévio realizado pela equipe técnica da Aiba, estima uma uma demanda retraída de 1,2 GW e uma projeção para 2035 de cerca de 2,5 GW de potência tanto para irrigação, quanto para projetos de instalação de armazenamento de grãos e algodoeiras.

O estudo em desenvolvimento contará com um diagnóstico completo do suprimento de energia elétrica no oeste da Bahia que inclui o levantamento de dados da rede de distribuição, a caracterização das necessidades eletroenergéticas da agricultura irrigada, armazenamento de grãos e algodoeiras, além da análise de indicadores de qualidade e confiabilidade. 

Cristina Gross, diretora financeira da Aiba, afirma que o levantamento possibilitará ter dados plausíveis de demandas energéticas e a cobrança por melhorias. 

“Eu vejo o estudo como uma virada de chave para o Oeste da Bahia por trazer dados técnicos concretos que permitem planejar investimentos, identificar gargalos e cobrar soluções do governo e das concessionárias. Sem energia confiável não há expansão da irrigação nem atração de novas agroindústrias. Por isso, considero esse estudo um marco para o próximo ciclo de desenvolvimento da região”, avalia a diretora financeira.

O estudo, ao final, será apresentado ao Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério da Agricultura (MAPA), Empresa de Estudos Energéticos (EPE) e a Neoenergia Coelba.

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