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Bahia busca tecnologia búlgara para tentar combater seca no semiárido com indução de chuvas

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Vice-presidente da Associação Comercial da Bahia visitou empresa especializada em semeadura de nuvens e avalia projeto experimental no estado  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 25/09/2026, às 13h00



A Associação Comercial da Bahia (ACB) iniciou tratativas com especialistas da Bulgária para avaliar o uso de tecnologia de modificação climática no combate à escassez hídrica do semiárido baiano. O vice-presidente da entidade, o advogado Zilan Costa e Silva, visitou instalações da empresa Stroyproject, no leste europeu, especializada em sistemas de semeadura de nuvens para indução de chuvas e proteção contra granizo.

Durante a agenda técnica, Zilan conheceu as operações aéreas da empresa no aeroporto de Ruse e percorreu a fábrica de equipamentos meteorológicos da Stroyproject, em Stara Zagora. A proposta é avaliar a possibilidade de desenvolver um projeto experimental na Bahia, em parceria com centros de pesquisa e universidades.

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Como funciona a tecnologia

A tecnologia utilizada pelos búlgaros emprega aeronaves para dispersar agentes químicos específicos nas nuvens, com o objetivo de acelerar processos de condensação e precipitação. O método vem sendo aprimorado em lavouras europeias para proteção de safras e regulação de regimes de água.

A eventual aplicação no semiárido nordestino ainda depende de estudos climáticos preliminares e de articulação com a comunidade científica local. A proposta é avaliar se a tecnologia poderia contribuir para reduzir perdas na agricultura e na pecuária provocadas pela estiagem.

“Brasil e Bulgária têm muito a oferecer um ao outro, mas as oportunidades não se transformam sozinhas em comércio e investimentos. Precisamos nos encontrar, construir confiança e trabalhar em projetos concretos. O caminho é longo e começa com o primeiro passo. Esta visita é um desses passos”, pontuou Zilan Costa e Silva.

Outros setores no radar

Embora a seca seja o foco inicial das tratativas, a interlocução entre Bahia e Bulgária também envolve possíveis negócios em outros setores. Entre as áreas avaliadas estão agroindústria de alimentos, transição energética, logística de transportes, turismo e intercâmbio acadêmico.

Fundada em 1811 e historicamente ligada ao comércio exterior, a ACB pretende ampliar as possibilidades de cooperação internacional da Bahia para além dos mercados globais tradicionais.

“A Associação Comercial da Bahia tem grande interesse no desenvolvimento dessas relações. Nosso objetivo é fazer com que a cooperação alcance diferentes setores e produza resultados práticos para as empresas, as universidades e a sociedade dos dois países”, concluiu o vice-presidente.

O próximo passo prevê rodadas de conversas com pesquisadores baianos e representantes do setor produtivo para definir as bases de um possível projeto-piloto no estado.

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