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BNews Agro: Aquisições bilionárias aquecem a procura por terras agrícolas em março

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Investimentos de gigante agrícola causaram boa reação do mercado imobiliário rural, diz pesquisa  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Ascom / Adab
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 01/04/2025, às 12h27 - Atualizado às 12h29



O mês de março marcou o agronegócio brasileiro com as compras de fazendas pela SLC Agrícola. A empresa, que é especializada na produção de soja, algodão e milho, fez duas grandes aquisições nesse período: 100 mil hectares, da Sierentz Agro Brasil, por US$135 milhões, e 48 mil hectares da Agrícola Xingu, subsidiária da Mitsui, por R$ 913 milhões, somando mais de 1 bilhão e 700 mil em reais. 

Para Geórgia Oliveira, CEO do Chãozão, maior portal especializado em vendas de terras rurais do Brasil, esse movimento da companhia foi fundamental para aquecer a procura por fazendas voltadas para a produção, que cresceu cerca de 35% em março. “O mercado reagiu muito bem a essas aquisições feitas pela SLC, inclusive observamos essa alta de pessoas buscando por anúncios de fazendas para lavouras, grãos, etc, de forma instantânea”, afirma. 

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Segundo ela, os principais focos de buscas durante março de 2025 foram nos estados de Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Bahia para terras para plantação de soja e algodão. Atualmente, o Chãozão possui cerca de R$350 bilhões em propriedades anunciadas (Valor Geral de Vendas-VGV), sendo também responsável pelo ICVH (Índice Chãozão Valor do Hectare), a primeira ferramenta brasileira dedicada a calcular o valor médio por hectare em cada localidade do país, para facilitar tomadas de decisão baseadas em dados reais e atualizados de mercado. 

Geórgia avalia que esse cenário só confirma a boa perspectiva de crescimento do mercado imobiliário de fazendas, sítios, chácaras, entre outros, no balanço final de 2025. Ela lembra que, recentemente, o setor passou por outro grande período de alta, dessa vez alavancada pela pecuária. 

“No segundo semestre de 2024, tivemos a alta histórica no valor da arroba do boi, o que gerou um aumento na procura de fazendas de pecuária, principalmente por meio de arrendamento. Em dezembro observamos que, dos arrendamentos anunciados em todo o Brasil pelo Chãozão, 18% eram específicos para pecuária e outros 20% são de dupla aptidão, com uso também para pecuária. Antes, essas categorias representavam 13% e 15% , respectivamente”, afirma. 

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