BNews Agro
por Verônica Macedo
Publicado em 01/12/2025, às 11h56 - Atualizado às 13h38
Como consequência do endividamento e da redução da rentabilidade dos trabalhos no campo, o número de recuperações judiciais solicitadas alcançou um novo recorde no setor do agronegócio do Brasil.
De acordo com levantamento da consultoria RGF&Associados, no terceiro trimestre deste ano, vahia 443 processos em andamento, ou seja, 67,8& a mais que em 2024. Segundo economistas a melhora no cenário pode só acontecer em 2027. As informações constam da reportagem de o Globo Rural. “Esse é o maior número para um só trimestre em toda a série histórica da pesquisa”.
“Esse patamar elevado se explica por quatro características estruturais do setor: alto capital intensivo, com dívidas maiores do que as de outros setores; exposição a múltiplos choques simultâneos, como preço, clima e câmbio; estrutura de financiamento frágil, pois financia necessidades de longo prazo com dívidas curtas; e falta de profissionalização entre grupos familiares”, afirma Rodrigo Gallegos, sócio da RGF na matéria.
A pesquisa revela ainda que, das oito empresas do setor agropecuário que saíram de recuperação judicial no terceiro trimestre, quatro faliram. As outras quatro voltaram a operar sem necessidade de supervisão judicial.
Na avaliação do economista Fábio Silveira, sócio da consultoria MacroSector, o setor agropecuário tende a levar cerca de dois anos até que tenha condições de sair do ciclo de aumento do número de recuperações judiciais, diz a reportagem.
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