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BNews Entrevista: Presidente da Abapa destaca sustentabilidade da cotonicultura baiana

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O presidente citou práticas sustentáveis adotadas pelos cotonicultores baianos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / BNews
Lucas Pacheco

por Lucas Pacheco

lucas.pacheco@bnews.com.br

Publicado em 09/11/2024, às 17h01 - Atualizado às 17h33



O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Luiz Carlos Bergamaschi, em entrevista ao BNews, destacou a adoção de práticas sustentáveis pelos cotonicultores baianos, ressaltando a preocupação  com a preservação do meio ambiente e a atuação responsável da produção baiana de algodão em outros aspectos sociais. 

"Nós temos o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), é o que certifica nossa propriedade. Ele está baseado em três pilares: o pilar econômico, obviamente a cultura ela precisa ser sustentável economicamente. Tem o ambiental, que respeita, à risca, o Código Florestal brasileiro. E, até para que as pessoas entendam, é o único país do mundo que tem um código florestal tão rígido. Só pra ter uma ideia, é o único país do mundo que o produtor preserva a natureza, é obrigado a reservar, no caso do cerrado 20%, 35%, e no caso da Amazônia 80%. Então, se você tem uma área de 100 hectares, só pode utilizar 80 hectares e preservar o resto. Então, segue esse Código Florestal. E tem a questão social, respeitar a Organização Internacional do Trabalho, suas regras, e as normas brasileiras", disse Bergamaschi ao BNews Entrevista.

O presidente da Abapa frisou que mais de 90% da área de plantio na Bahia está dentro dos parâmetros do programa Algodão Brasileiro Responsável. 

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"E a área da Bahia, 92% está no ABR. Está em conformidade com esses 183 itens que dão a certificação do algodão. E, nesses itens, tem alguns que são mandatórios, que precisam ser cumpridos ou, então, o produtor não é classificado. São etapas que ele começa com 85% de conformidade e, a partir de cada ano, isso aumenta, chegando a até 90% ou 95%. Então, é um compromisso que o produtor tem, que a cotonicultura tem de produzir de forma, eu diria, muito responsável. Respeito às regras internacionais, respeito à questão social, do trabalho, e, o mais importante, à questão ambiental", apontou. 

Luiz Carlos Bergamaschi chamou atenção para as práticas agrícolas que são necessárias para a produção sustentável. 

"Dentro das práticas avaliadas, não é só cumprir isso, mas é preciso usar boas práticas agrícolas que tornem isso sustentável. Aí tem o plantio direto, o uso de produtos biológicos, agricultura de precisão, a inteligência artificial, pra que? Pra você produzir mais com menos e sempre, eu diria, em harmonia com a natureza. Então, essa é a consciência que o Brasil tem, que o produtor tem, tanto pra atender a sua ação de produtivo, pra atender a legislação e também a exigência do próprio consumidor. Então, eu digo que o setor está preparado pra atender tudo isso, garantindo uma produção responsável, respeitando todos esses fatores e entregando, não só o algodão, mas o agodão produz também, além da fibra, o óleo que é o alimento, produz energia que pode ser usada com biodísel e produz também, eu diria, conhecimento", afirmou.

Confira a entrevista na íntegra:

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