BNews Agro
Publicado em 12/01/2025, às 09h00 Publicado por Vagner Ferreira
Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (10), apontaram alta no setor de alimentos e bebidas. De acordo com informaçõe do G1, a inflação ficou em 7,69%, maior do que a inflação oficial do país, que registrou 4,83%. O setor foi impactado pelas mudanças climáticas, como em situações de enchentes ou secas prolongadas, que afetaram na produtividade.
Em relação à primeira refeição, o café teve alta de 39,6%, com o pacote de 1 kg custando cerca de R$ 50, conforme dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). O suco de laranja também ficou mais caro em 2024, com o preço da fruta com aumento registrado em 48,3% no comparativo anual.
No almoço, o preço da carne foi um dos mais expressivos, com salto de mais 20,8%. Em contrapartida, o valor da cebola e do tomate tiveram reduções expressivas, com -35,31% e -25,86%, respectivamente.
A disparada dos preços das carnes podem ser justificadas por meio do ciclo pecuário, da seca e das queimadas que prejudicaram a formação de pastos, principal alimento do boi, e da queda do desemprego, que gerou valorização do salário mínimo estimularam maiores vendas e demandas compras de carnes.
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Confira os produtos com aumentos mais expressivos
O aumento da laranja pode ser explicado por maiores índices de doenças que afetaram os pomares, provocada por uma bactéria, que gera diminuição na qualidade e produtividade da fruta. A laranja-pera teve aumento de 48,3% no ano, a laranja-lima teve disparada em 91%.
As safras do café já não estavam em uma situação favorável nos anos anteriores e não teve avanço em 2024. Neste ano, a crise na produção do Vietnã, cujo maior exportador mundial é o Brasil, fez a demanda acelerar. Segundo especialistas, a estimativa é de aumento até 2026.
A carne, por sua vez, registrou a maior alta desde 2019, com acréscimo de 20,8% no comparativo anual. Os destaques foram para os cortes populares, como acém (25,2%), patinho (24,1%) e contrafilé (20%).
O leite também foi um dos mais prejudicados, visto que a pecuária leiteira foi uma da smais atingidas pela seca. Ainda assim, a demanda do consumidor permaneceu em alta, gerando alta de 18,8% no preço em análise dos 12 meses.
Natália afirma que 2024 foi atípico porque a elevação de preço que ocorre próximo à metade do ano, uma flutuação sazonal, durou mais tempo do que o normal. “E a oferta perdeu ritmo justamente por causa da variação climática”, pontua.
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