BNews Agro

China intensifica compras de soja brasileira depois de cumprir acordo com os EUA

Divulgação/ Seagri
A China intensificou a compra de soja brasileira e reservaram, na última semana, pelo menos 25 cargas da oleaginosa  |   Bnews - Divulgação Divulgação/ Seagri
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 27/01/2026, às 11h07



Depois de cumprir compromissos com os Estados Unidos, com um volume inicial de embarques como parte de uma trégua comercial, a China, intensificou a compra de soja brasileira e reservaram, na última semana, pelo menos 25 cargas da oleaginosa para embarque principalmente em março e abril, segundo traders com conhecimento das negociações.

A China é considerada a maior importadora de soja do mundo e teve uma grande tensão com os EUA, depois de evitar cargas americanas à medida que as relações se deterioraram, antes de aceitar retomar os embarques como parte de uma reaproximação mais ampla.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Pequim adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA nos últimos três meses, cumprindo um compromisso desenhado pelo governo Trump em novembro. De acordo com o analista Meng Zhangyu, da Wuchan Zhongda Futures “faz todo sentido intensificar as compras de soja brasileira depois de cumprir o compromisso com os EUA. Os suprimentos brasileiros são muito mais baratos”.

De acordo com os especialistas, a soja dos EUA entregue à China na modalidade custo e frete possui um prêmio elevado em relação à soja brasileira equivalente a fevereiro. Isso se traduz em um esmagamento do grão que resultaria em prejuízos significativos, afirmam.

Clique aqui e inscreva-se no canal do BNews no Youtube!

O acordo

Os Estados Unidos afirmam que a China se comprometeu a comprar pelo menos 25 milhões de toneladas de soja americana por ano até 2028, e o país pode voltar a adquirir mais cargas dos EUA ainda neste ano.

“Desde que a estrutura do acordo comercial firmada entre China e Estados Unidos seja implementada sem problemas, a China deverá conseguir cumprir o acordo e continuar comprando soja americana”, diz Hanver Li, analista-chefe da Shanghai JC Intelligence, uma consultoria chinesa de commodities.

“Mesmo que isso signifique sacrificar alguns interesses econômicos, a China pode atingir suas metas para os próximos três anos”, através de medidas como a gestão de estoques, acrescentou Li.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)