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Direto de LEM: Produtores de algodão celebram conquistas com ação que recuperou milhares de kms de estradas

Divulgação Abapa/ Estrada do Xingu
“É um projeto muito grandioso e que tem gerado benefícios para a sociedade", garante vice-presidente da Associação de Produtores de Algodão  |   Bnews - Divulgação Divulgação Abapa/ Estrada do Xingu


O BNews foi conferir de perto o funcionamento da Patrullha Mecanizada, em Luís Eduardo Magalhães. Se trata de uma reestruturação que começou a ser montada há quase 10 anos pelos cotonicultores (produtores de algodão) que estavam cansados dos problemas relacionados ao transporte da produção e insumos, principalmente por causa das estradas vicinais, de barro, que atrasavam o trajeto, especialmente em períodos de chuva.

Com recursos próprios eles deram início ao Projeto de Aquisição de Máquinas, Insumos e Veículos Auxiliares para a Conservação dos Recursos Naturais da Lavoura de Algodão e Escoamento da Produção, a Patrulha Mecanizada. Segundo a Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), a princípio, os produtores desejam recuperar os sete mil quilômetros de estradas vicinais, realizando patrolamento, cascalhamento, terraplenagem e outras. Mas o projeto evoluiu e desde 2018 eles se dedicam também a pavimentação asfáltica; já são 230 quilômetros de rodovias e trabalho na manutenção de mais seis mil quilômetros, em mais de 50 estradas vicinais do Oeste da Bahia.

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“É um projeto muito grandioso dentro da associação e que tem gerado benefícios não somente para a cadeia, mas também para a sociedade de um modo geral. Essa estrada ela é utilizada pelos produtores para trazer calcários, gesso, do Tocantins (...) estudos que estão realizados nas lavouras e também, lógico, para essa circulação da população e dos próprios agricultores até a cidade e vice-versa. Então é uma estrada muito importante”, pontuou Alessandra Zanotto, vice-presidente da Abapa.

Alessandra também falou da emoção de ver essas estradas construídas e tendo manutenção periódica. “eu posso, inclusive, afirmar isso porque uma das fazendas da minha família fica aqui, meu pai é um dos pioneiros, chegou aqui há 43 anos atrás e hoje está até assim, emocionado. Cada vez que passa aqui pela estrada e vê essas máquinas trabalhando, ele comenta que não imaginava, enquanto vivo, ver esse asfalto sair. Então, assim, é mais uma atitude, né? Um projeto da Abapa, que pensa aí, não só no fomento da cotonicultura, mas também de estar ajudando de forma geral o estado”, finalizou a vice-presidente.

*O repórter Lucas Pacheco, que viajou a convite da Abapa, envia as informações diretamente da cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA)

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