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Esquecido por muitos, vegetal 'exótico' abundante no Brasil turbina a imunidade e regula a glicose

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Um vegetal com sabor levemente amargo e com textura crocante que muitas vezes é esquecido pelas pessoas  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 13/07/2025, às 06h45



Um vegetal com sabor levemente amargo e com textura crocante, que muitas vezes é esquecido pelas pessoas. O maxixe possui mais popularidade no Norte e Nordeste e traz inúmeros benefícios à saúde como auxílio na perda de peso, na ajuda da saciedade e possuir propriedades diuréticas que eliminam líquidos no corpo.

Maxixe é esquercido por muitos brasileiros. (Foto: Divulgação)

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Origem e tradição cultural

A hortaliça é originária da África, mais especificamente da parte Oriental do continente e foi introduzida no Brasil pelos escravos. O alimento pertence à família das cucurbitáceas, a mesma do pepino e da melancia.

Cientificamente, é conhecido como Cucumis anguria, sendo uma planta que se adaptou muito bem no clima tropical do Brasil, ele bastante cultivado nas regiões Norte e Nordeste.

O maxixe é um ingrediente que possui bastante versatilidade na culinária, valorizado por suas propriedades nutricionais e gama de vitaminas, minerais e fibras. Dessa forma, torna-se um ingrediente importante na culinária nordestina, usado em pratos como maxixada, que geralmente inclui carne (de sol, boi, frango ou peixe) e outros legumes como cenoura e batata-doce.

Ele carrega um forte legado cultural, sendo um ingrediente presente em comunidades afro-brasileiras e nas regiões onde a influência africana é mais marcante. 

Considerado um fruto ovalado, com casca verde e espinhos moles na superfície, possui um sabor levemente amargo e textura crocante.

O vegetal pode ser consumido cru, em saladas, cozido em pratos como a maxixada ou em conserva. Seu sabor amargo se harmoniza com outros vegetais e temperos, se tornando uma adição nutritiva às refeições.

Benefícios

Estudos mostram que o maxixe tem um papel importante na prevenção de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, por possuir nutrientes essenciais. É uma fonte rica de vitamina C, um antioxidante vital que contribui no fortalecimento do sistema imunológico e na proteção do corpo contra infecções.

Além disso, o maxixe é rico em minerais como cálcio e magnésio, fundamentais para a saúde óssea e na prevenção da osteoporose. Ela também é uma escolha saudável para pessoas que possuem diabetes, pois os nutrientes presentes nele melhoram a sensibilidade à insulina e ajudam na manutenção e equilíbrio dos níveis de glicose.

Para quem busca emagrecer ou até manter seu peso, o maxixe também é ideal pois oferece poucas calorias. Cerca de 95% do vegetal é composto por água, o que contribui para a hidratação do corpo.

O maxixe também previne o envelhecimento precoce pela sua boa quantidade de vitamina C e clorofila. Esses nutrientes possuem ação antioxidante que protegem as células da pele contra danos causados pelos radicais livres. A vitamina C também melhora a absorção do ferro presente nos alimentos, que ajudam na prevenção da anemia. 

A presença da vitamina A também ajuda a ter uma visão mais saudável que auxilia na prevenção de doenças como cegueira noturna e degeneração macular.

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Tipos e cuidados

É importante lavar bem o maxixe antes do consumo para remover quaisquer resíduos de pesticidas ou sujeira. Opte por produtos orgânicos, que podem minimizar a exposição a produtos químicos. Os diferentes tipos de maxixe são do reino, ou peruano, o paulista ou o do Pará, que se diferenciam quanto às suas cascas, que são lisas ou espinhosas.

O alimento pode ser utilizado para fazer conservas ou refogado com temperos como alho e cebola, servido como acompanhamento. Além disso, pode ser adicionado em saladas, sopas e até sucos, como limão e hortelã. 

Pessoas que possuem alergias a frutos da família das cucurbitáceas (como pepino e melancia), indivíduos com distúrbios gastrointestinais e pessoas com dificuldades de mastigação ou deglutição não devem consumir o maxixe. Da mesma forma, bebês antes dos seis meses de idade e pessoas com diverticulite devem evitar seu consumo.

Classificação Indicativa: Livre

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