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Exportações baianas crescem em março, mas acumulado do ano aponta queda

Jean Vagner/Ascom SEI
Exportações baianas têm leve aumento quando comparado ao ano anterior; saiba o que pode ter influrnciado na alta  |   Bnews - Divulgação Jean Vagner/Ascom SEI

Publicado em 08/04/2025, às 13h19   Publicado por Vagner Ferreira



Em março deste ano, as exportações baianas registraram um leve aumento de 0,68% em comparação com o mesmo período de 2024, alcançando receitas de US$ 817,5 milhões. A alta de 2,2% no volume de embarques foi um dos principais fatores que impulsionaram o resultado. Já as importações totalizaram US$ 851,9 milhões, com crescimento de 2,6%. Por outro lado, o preço médio dos produtos exportados caiu 1,5%.

No acumulado do primeiro trimestre de 2025, as exportações do estado apresentaram queda de 3,6%, somando US$ 2,48 bilhões. As importações, por sua vez, subiram 9,2% no mesmo período. Com isso, a Bahia teve um superávit comercial de US$ 93,4 milhões, o que representa uma queda de 75,8% em relação aos três primeiros meses de 2024.

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As informações foram analisadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria do Planejamento (Seplan), com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Entre os destaques do mês, a soja teve bom desempenho em volume exportado, com alta de 13,4%, impulsionada pela estimativa de safra recorde. No entanto, o valor dos grãos caiu 13,8% em relação a março de 2024. A celulose também teve crescimento expressivo: o volume embarcado aumentou 19% e as receitas subiram 22,9%, chegando a US$ 139,1 milhões. O preço do produto foi 3,3% superior ao do mesmo mês do ano anterior, possivelmente em razão da paralisação de uma indústria chinesa, que aumentou a demanda global.

Apesar do cenário positivo em volume, o setor segue vulnerável a oscilações no câmbio e à política tarifária dos Estados Unidos, que ainda não afetou os números de março, mas pode impactar nos próximos meses. Até o momento, os segmentos de soja e derivados, papel e celulose, derivados de petróleo, e algodão e seus subprodutos responderam por 84% do volume exportado. Já o setor de bens intermediários representou 65,5% das importações mensais, com alta de 22% em valor e 2,5% em volume. Apesar disso, março indicou uma desaceleração, com crescimento de 9,2% em valor, mas queda de 5,1% no volume embarcado.

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