BNews Agro
Publicado em 31/03/2025, às 06h00 Publicado por Vagner Ferreira
O Brasil tem registrado um bom desempenho em relação ao agronegócio e tem projetado uma supersafra para 2025. No entanto, antigos problemas envolvendo o setor podem prejudicar o crescimento da grande potência agrícola global.
De acordo com informações da Veja Negócios, a estimativa é de que o país produza 328 milhões de toneladas de grãos, que tem apresentado safra recorde. Mas a questão que aflige os envolvidos é sobre a precária infraestrutura logística, composta pela falta de armazéns de estoques da colheita.
O Brasil possui capacidade para armazenar apenas 211 milhões de toneladas, que é referente a 64% da colheita de 2025. A defasagem no país é devido a falta de boas condições de financiamento e a burocracia com licenciamentos. Em muitas vezes, a solução é tentar a venda dos produtos em imediato, para liberar espaços nos estoques, o que também pode gerar outros problemas.
Um deles é referente a disparada dos preços, visto que os fretes também aumentaram. “Sem áreas de estocagem, os produtores transformam os caminhões em armazéns sobre rodas”, disse a especialista em logística da Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA), Elisângela Lopes, segundo a reportagem.
Tal fator explica o fenômeno de inúmeros caminhões aguardando por longas filas para descarregarem. Além disso, muitos transportes rodoviários não possuem bons estados de conservação e as estradas também não colaboram. Depois, na entressafra, os valores podem voltar a alta novamente, pois a quantidade de produtos é menor.
Outro ponto de destaque é referente às oscilações nos preços finais. A baixa pode acontecer em casos de produtores aceitarem repassar a colheita o quanto antes para não correr o risco de perdê-las totalmente por falta de locais para estocarem.
“A situação atual afeta a rentabilidade de toda a agroindústria”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), André Nassar, conforme a Veja. “Uma safra recorde deveria ser um ganha-ganha para o país e os produtores, mas virou um perde-perde”, continuou o produtor Paulo Bertolini, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
A greve dos auditores da Receita Federal, que ultrapassa 100 dias e também é vista como uma ameaça para as contas públicas, são fatores avaliados como negativos e afetam diretamente as importações. “Cerca de 75 000 encomendas estão retidas”, contestou o diretor da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas, Vagner Battaglioli. “Os prejuízos superam 12 bilhões de reais e afetam múltiplos setores”, acrescentou.
De acordo com a reportagem, a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM) acredita no não recolhimento de 15 bilhões de reais em litígios, dificultando assim, a meta zero no déficit fiscal deste ano.
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