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Força de vendas diretas do agro no Brasil: Setor registrou crescimento superior a 100% em 2024 comparado a 2023

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Agronegócio nacional apresenta um grande potencial de expansão para modelo de vendas diretas  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Pixabay
Verônica Macedo

por Verônica Macedo

veronica.macedo@bnews.com.br

Publicado em 05/02/2025, às 08h45 - Atualizado às 08h49



No Brasil, 3,5 milhões de pessoas se dedicam às vendas diretas, modelo de negócio baseado na comercialização de produtos e serviços de uma empresa a consumidores finais por meio de empreendedores independentes. O volume de negócio deste setor passa dos R$ 47 bilhões ao ano, o que coloca o Brasil entre os sete países que mais adotam esse modelo. Já na América Latina, o Brasil está no topo do ranking, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD).

O crescimento das vendas diretas, que tem como principal diferencial o relacionamento, é uma realidade em diferentes segmentos da economia brasileira. Agora, esse modelo de negócio deve ganhar cada vez mais espaço no agronegócio, um setor que movimento mais de 20% do PIB do Brasil. Essa movimentação já é percebida na adesão de grandes players à modalidade. 

“O agronegócio é visto com grande potencial de expansão na venda direta, em destaque a Produce, que vêm desenvolvendo o modelo. A personalização e customização são características únicas que diferenciam de outros modelos de vendas e que fortalecem o negócio”, aponta Adriana Colloca, presidente da ABEVD.

A Produce tem seu modelo de negócio baseado no relacionamento direto com o consumidor final, ou seja, o agricultor dentro da porteira. A empresa, criada em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, hoje já conta com mais de 10 mil consultores distribuídos pelos principais estados produtores do país, todos treinados para dar assistência ao agricultor e oferecer condições diferenciadas. Em seu portfólio estão disponibilizados mais de 600 produtos, desde sementes, defensivos, fertilizantes, seguro agrícola, produtos veterinários e insumos biológicos. 

Cofundador da empresa, Guilherme Trotta, que coordena a maior força de vendas diretas do Brasil no agro, revela que esse modelo de negócio cresceu mais de 100% em 2024, na comparação com 2023. Já para esse ano, o executivo projeta que as vendas diretas terão um impacto ainda mais positivo para todos os envolvidos no negócio, que é realizado sem a necessidade de intermediários.

“Há cinco anos lançamos de forma pioneira esse modelo de negócio no agro com o objetivo de estreitar os laços do fornecedor com o produtor rural. E a aceitação do mercado pode ser representada em números, onde em 2023 dobramos o números de consultores e as vendas cresceram 30%. Para esse ano acreditamos que o volume de vendas deve dobrar”, projeta Trotta. 

Oportunidade de trabalho

As vendas diretas também são uma alternativa acessível para quem quer ingressar no mercado de trabalho do agro, especialmente para os mais jovens que estão em busca de uma primeira oportunidade. De acordo com uma pesquisa realizada pela ABEVD – 53,5% de jovens entre 18 e 29 anos compõem a base dos empreendedores e vendas direta no Brasil. 

A flexibilidade de horário e a possibilidade de melhores rendimentos são alguns dos atrativos de quem opta pelo empreendedorismo nesse setor que atraíram o jovem consultor da Produce Thiago Oliveira, de 23 anos, que aos 19 já entrou para o ramo das vendas.

“Quando conheci o formato de trabalho oferecido pela empresa, logo identifiquei que era um modelo perfeito para conciliar com meus estudos. Mas com o tempo, percebi que poderia ser uma excelente fonte de rentabilidade apenas aproveitando meu relacionamento com os produtores”, revela Thiago. 

Mas não é apenas para os jovens que as vendas diretas se mostram como uma grande oportunidade de trabalho, profissionais mais experientes também encontraram nesse modelo de negócio uma forma de incrementar a renda e seguir no mercado de trabalho. 

É o caso de Evandro Neiva, que aos 61 anos decidiu diminuir o ritmo com o trabalho na medicina veterinária e entrar no ramo das vendas diretas para o agro. O veterinário e agora consultor de vendas preferiu modificar a rotina. “Um dos detalhes que me chamou a atenção para as vendas diretas foi a linha de nutrição e biológicos, além da grande variedade de produtos para linha pecuária que também achei bem interessante. Mas também foquei na venda de sementes de sorgo e milho, e vejo que posso diversificar o nicho de mercado e aproveitar o número de contatos que passei a ter no telefone”, conta.

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