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"Precisamos de investimentos": Ana Paula Losi defende medidas para fortalecer a produção de cacau na Bahia

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Ana Paula apontou que o principal gargalo atual está na demanda e na competitividade internacional  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Rebeca Santos

por Rebeca Santos

Publicado em 11/06/2026, às 07h43



A presidente da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), Ana Paula Losi, analisou os desafios da cadeia do cacau no Brasil durante entrevista ao BNews Bahia na última quarta-feira (10).

Segundo An Paula, a instabilidade na cadeia do cacau desde o final de 2023, com picos de preços seguidos de quedas abruptas, provocou uma retração no consumo global e brasileiro de derivados do cacau.

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"A gente vem de um cenário de muita instabilidade na cadeia do cacau. Desde o final de 2023, o setor vem enfrentando picos de preço, com valores muito altos seguidos por quedas abruptas. O reflexo inicial dessas altas, registradas entre 2024 e 2025, foi uma retração no consumo de derivados do cacau. Entre esses produtos estão o líquor, a manteiga e o pó de cacau. Tanto no mercado brasileiro quanto no mercado global, houve uma redução no consumo desses derivados. São eles que servem de matéria-prima para a fabricação de chocolates, massas para bolo, achocolatados e diversos outros produtos destinados ao consumidor final", disse.

Ana Paula apontou que o principal gargalo atual está na demanda e na competitividade internacional.  O Brasil, embora seja um produtor importante, não gera cacau suficiente para suprir a indústria local, o que obriga a importação e eleva os custos de produção.

"O grande ponto é que o Brasil possui uma produção de cacau importante e relevante, mas que ainda não é suficiente para atender à demanda da indústria nacional. Isso faz com que o custo de produção seja elevado, pois, além de utilizar o cacau produzido no Brasil, a indústria precisa recorrer à importação. Como consequência, a indústria brasileira perde competitividade no mercado internacional", disse.

Ao falar sobre a produção regional, Lozzi reforçou que a Bahia continua liderando o recebimento de cacau pelas indústrias, respondendo por 55% a 60% do total processado no país, mas precisa de investimentos.

“Se a gente trabalhar bases básicas de trato da terra, de assistência técnica, de concessão de crédito, o potencial de dobrar a produção da Bahia é muito grande, mas precisamos de investimentos”, avaliou.

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