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Safra de grãos na Bahia deve crescer em 2026 e pode atingir marca de 14,4 milhões de toneladas; confira perspectivas do setor agrícola no estado

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Projeções indicam aumento na produção de soja, milho e feijão, impulsionada pelo aumento da área plantada, mas apontam ligeiro recuo na produtividade média das lavouras  |   Bnews - Divulgação Divulgação / AIBA
Cibele Gentil

por Cibele Gentil

Publicado em 13/03/2026, às 19h26



A produção agrícola baiana deve manter a trajetória de crescimento em 2026, com estimativas que apontam para um volume de grãos entre 12,9 milhões e 14,4 milhões de toneladas. O desempenho positivo é puxado especialmente pela soja, que pode alcançar um incremento de cerca 4,5% na produção, com volume chegando a 9,25 milhões de toneladas.

Outro destaque relevante é a lavoura de feijão, com expectativa de salto superior a 16%, enquanto o milho também apresenta tendência de alta na casa dos 2,3%. Esse cenário de expansão está diretamente ligado ao avanço da área plantada no estado, que deve superar os 4 milhões de hectares, compensando a leve queda de produtividade causada por variações climáticas e custos de produção.

As projeções têm como base análises realizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento do IBGE utilizou dados sistematizados e analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

Segundo o IBGE, o rendimento médio das lavouras deve ficar em 3,50 toneladas por hectare, o que representa uma estabilidade com viés de baixa em relação ao ciclo anterior. Já a Conab faz previsões um pouco mais otimistas, considerando o volume de chuvas no oeste baiano no início do ciclo, o que favoreceu a umidade do solo, apesar da queda na produtividade por área plantada.

Desempenho do algodão e outras culturas

As análises também apontam que a produção de algodão deve registrar um declínio, com estimativas variando entre 4,2% e 13,6% de queda, reflexo de uma menor rentabilidade no mercado internacional e da redução da área plantada. Apesar disso, a Bahia mantém sua posição como o maior produtor do Nordeste e o segundo maior do Brasil, detendo 17,5% da safra nacional.

No segmento de cereais, o milho mostra um comportamento misto, com crescimento expressivo na primeira safra, mas previsão de recuo na segunda etapa da colheita.em função de restrições hídricas nas regiões de Jacobina e Senhor do Bonfim.

O levantamento estatístico também traz números positivos para o cacau, com avanço de 5,3%, e para a fruticultura, em que a uva e a laranja apresentam crescimento. Em contrapartida, culturas tradicionais como o café e a cana-de-açúcar devem registrar perdas em 2026, com quedas estimadas em 12,9% e 11,9%, respectivamente.

A mandioca também segue a tendência de retração, com colheita prevista 3,8% menor que a de 2025. No setor de hortaliças, a batata-inglesa e o tomate mantêm estabilidade com ligeiro crescimento, de 0,8% para a primeira e 0,2% para a segunda.

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