BNews Agro

Surto de vírus mortal na Bahia põe em risco uma das aves mais raras do mundo

Divulgação / Freepik
Surto do vírus foi informado pelo Ministério do Meio Ambiente na segunda-feira (28)  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Freepik
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 31/07/2025, às 11h37 - Atualizado às 11h57



O vírus letal circovírus atingiu, no interior da Bahia, uma das aves mais raras do mundo, em meio a uma disputa entre o governo e uma Organização Não Governamental (ONG). Trata-se das ararinhas-azuis, que possuem apenas 328 exemplares existentes, sendo apenas 11 na natureza.

As aves estavam em uma área de reintrodução à natureza, administrada pela ONG alemã ACTP (Associação para a Conservação de Papagaios Ameaçados) e pela Blue Sky, uma empresa brasileira que teve o acordo rompido em 2024.

Segundo informações do portal Folha de S. Paulo, o surto foi informado pelo Ministério do Meio Ambiente na segunda-feira (28), com 14 aves já contaminadas. Em resposta, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) suspendeu o programa de reintrodução para que as ararinhas “sejam submetidas a uma bateria de testes, resguardando a sanidade da população”.

Biólogos e veterinários consultados consideram essa medida a mais adequada. O curador de aves do Museu de Zoologia da Universidade de São Paulo (USP) acredita que o circovírus já esteja circulando em Curaçá, no interior da Bahia.

“É importante ressaltar que há um risco real de que a única localidade até hoje compatível com a soltura, Curaçá, já possa ter sido contaminada com o vírus letal, o que implicaria em um problema ainda maior para o projeto”, explicou Silveira à reportagem.

O circovírus afeta principalmente o bico e as pernas das aves e não tem cura, levando à morte. Importante destacar que não há risco para seres humanos nem para aves de produção, como galinhas. Os filhotes são os mais vulneráveis e costumam morrer mais rapidamente.

“Minha opinião é que as ararinhas deveriam ser recolhidas e testadas. A disseminação do circovírus pode afetar inclusive outros psitacídeos da região”, alertou Gabriel Corrêa, responsável pelo Centro de Medicina e Pesquisa em Animais Selvagens da Unesp em Botucatu.

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp Google News Bnews


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)