
O bloco Camaleão foi obrigado a devolver ao Fundo Nacional de Cultura R$ 90 mil, em valores corrigidos desde 2004, por determinação da ministra da Cultura, Ana de Hollanda. Segundo parecer do órgão, a quantia referente à locação de um trio elétrico usado no Carnaval daquele ano terá de voltar aos cofres públicos até a próxima quarta-feira (16).
De acordo com informações da Agência Estado, a ministra determinou a devolução da verba por não ter encontrado o responsável pela empresa Camaleão Comércio e Produções Artísticas Ltda., Joaquim Nery Filho, no endereço declarado. Segundo o Ministério da Cultura (MinC), a penalidade foi baseada em recomendações das áreas técnica e jurídica do órgão.
Em entrevista ao jornal Correio, Nery se defende, dizendo que o endereço do Camaleão só não é conhecido pelos técnicos do MinC. O bloco, que é um dos mais caros do Carnaval de Salvador, captou verbas através da Lei Rouanet, criada originalmente para auxiliar a produção cultural do país, sobretudo de entidades e artistas que não têm recursos para bancar seus espetpaculos e projetos. O que não é o caso do Camaleão.