Olimpíadas

Academia em Salvador torna a Bahia o berço do boxe brasileiro há doze anos

Publicado em 13/08/2016, às 10h52   Folhapress



Três dos nove representantes brasileiros do boxe na Rio-2016 se formaram na mesma academia, a Champions, que fica no bairro da Cidade Nova, na periferia de Salvador. Na história da Olimpíada, a Bahia é há doze anos o principal Estado a fornecer atletas para o esporte no país.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Ao todo, nada menos que 11 boxeadores que foram aos Jogos Olímpicos saíram da academia Champions, comandada pelo treinador Luiz Dórea. Ele é tido como uma espécie de Midas por revelar nomes importantes da luta no Brasil. O primeiro foi Joílson Santana, que disputou a Olimpíada de Seul, em 1988. O treinador, além dele, formou o tetracampeão mundial Acelino Popó Freitas e integrantes dos times masculino e feminino do país na Rio-2016.

Treinados por Dórea, Conceição está nas semifinais da peso ligeiro (até 60 kg) e já garantiu medalha, Robenilson de Jesus segue na competição na categoria de peso galo (até 56 kg) e Adriana Araújo lutou, mas não evitou a eliminação dos Jogos na sexta-feira (12). 

A Champions funciona como projeto social e atendeu cerca de seis mil crianças e adolescentes nas últimas três décadas com aulas gratuitas de boxe. O projeto é mantido por Dórea com recursos próprios e com a ajuda de ex-alunos. "É quase um milagre formar tantos atletas de nível sem nenhum apoio do poder público. Conseguimos fazer da Bahia o coração do boxe no Brasil", diz Dórea, que foi treinador da seleção brasileira de boxe em Atenas-2004 e Pequim-2008.

DESTAQUE BAIANO - A Bahia teve destaque em quase todas das últimas participações do boxe brasileiro na Olimpíada. Nos últimos quatro Jogos -Rio, Londres, Pequim e Atenas- 17 das 30 convocações foram direcionadas a atletas do Estado. Alguns, por mais de uma vez. Em Londres-2012, Adriana, nascida em Salvador, conquistou a medalha de bronze. E assim como ela, os soteropolitanos Conceição, Erika Matos e Everton Lopes, além de Robenilson, de Boa Vista do Tupim (no interior da Bahia) compuseram a equipe de dez atletas.

Na mesma edição dos Jogos, os irmãos Esquiva (capixaba) e Yamaguchi Falcão (paulista) foram responsáveis por uma prata e um bronze, respectivamente. Quatro anos antes, em Pequim, cinco dos seis boxeadores brasileiros na Olimpíada eram oriundos do Estado nordestino: além de Robenilson, Paulo Carvalho, Everton Lopes e Conceição, Washington Silva, dos meio-pesados (81 kg), também marcou presença.

Em Atenas-2004, mais um evento em que os baianos foram predominantes: Silva, Alessandro Matos e Edvaldo de Oliveira (o "Badola") compuseram a equipe de cinco boxeadores. Já em Sidney-2000, dos seis atletas, dois eram de Cruz das Almas, no recôncavo baiano: Cleiton Conceição e Valdemir Pereira, o "Sertão". Em Sidney, Atenas e Pequim o boxe brasileiro não obteve medalhas.

Matéria relacionada:

Bronze em Londres, baiana perde e é eliminada das Olimpíadas

Publicada originalmente em 13/08 às 7h52

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)