Olimpíadas

Olimpíadas Paris: Conheça os baianos que vão representar o Brasil

Isaquias Queiroz pode se tornar o maior medalhista brasileiro em olímpiada - Gaspar Nóbrega/COB
Estado terá 15 representanes no maior evento esportivo do planeta  |   Bnews - Divulgação Isaquias Queiroz pode se tornar o maior medalhista brasileiro em olímpiada - Gaspar Nóbrega/COB

Publicado em 22/07/2024, às 09h30   Por Jefferson Gonçalves



Com 277 atletas em 39 modalidades, o Time Brasil que vai disputar as olimpíadas em Paris contará com 15 representantes baianos em 6 esportes. O interior do estado conta com a maior quantidade de talentos, sendo 10, enquanto que Salvador e Região Metropolitana contam com 5. Os homens são a maioria totalizando 53% dos enviados. O BNews preparou um guia com detalhes, informações e curiosidades sobre os desportistas da Bahia.

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O estado que já teve medalhistas olímpicos no boxe como Hebert Conceição e Adriana Araújo, continua sendo potência na modalidade, desta vez com 5 classificados, o que é metade da delegação.

Keno Machado - Na categoria até 92kg, Keno Marley, como também gosta de ser chamado por ser fã de reggae, é natural de Conceição do Almeida, mas nasceu em Sapeaçú. Aos 24 anos, o pugilista foi prata no Pan-Americano de Santiago em 2023 e no último mês, em junho, foi campeão do Grand Prix Internacional.

Keno Marley
Keno Marley - Reprodução/Twitter/@TimeBrasil

Beatriz Ferreira - Bia Ferreira é a representação do dito popular "filho de peixe, peixinho é". Filha do boxeador bicampeão brasileiro, Raimundo Oliveira Ferreira, o Sergipe, que também é o seu treinador. Dona de um currículo que tem prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, Bicampeã Mundial nos de 2019 e 2023, Bia compete pela categoria até 60kg. Na última olimpíada em que disputou, a pugilista foi a primeira brasileira a disputar uma final olímpica do boxe.

Bia Ferreira
Beatriz Ferreira - Alexandre Loureiro/COB

Tatiana Chagas - A menor integrante da delegação do boxe, com 1,58, é invocada. Começou no esporte para melhorar o peso que estava influenciando na sua autoestima. Começou a se dedicar mais ao ver a também baiana, Adriana Araújo ser bronze em Londres 2012. Foi prata no Pan-Americanos 2023 e ouro nos Jogos Sul-Americanos de Assunção, em 2022.

Tatiana Chagas
Tatiana Chagas - Camila Nakazato

Bárbara Santos - Carinhosamente apelidada de Bynha, quando está no ringue, com ela não tem carinho. Bárbara, que luta na categoria até 66kg, é natural de Salvador e treinada pelo ex-pugilista Mone Nocaute. Bynha começou fazendo kickboxing até o treinador ver o potencial dela no boxe. A atleta vem de dois ouros no Pan de Santiago e nos Jogos Sul-Americanos de Assunção. No mundial de 2023, quando fez sua estreia no campeonato, ficou com o bronze.

Bárbara Santos
Bárbara Santos - Gaspar Nóbrega/COB

Wanderley Pereira - Nascido em Conceição do Almeida, o pugilista é conhecido também como “Wanderley Hollyfield” por sua precisão nos golpes. Com 23 anos ele se tornou o quarto brasileiro a chegar numa final de mundial de boxe. Foi Ouro dos Jogos Sul-Americanos de 2022 e Prata no Pan-Americano de Santiago.

Wanderley Pereira
Wanderley Pereira - IBA/Boxing

Depois dos ringues, as modalidades que a Bahia mais cede atletas estão nas águas. Nas piscinas, depois de Edvaldo Valério, o primeiro nadador negro a representar o Brasil e medalhista no revezamento 4x100m livre em Sydney 2000, o estado terá dois representantes na mesma modalidade: Guilherme Caribé e Breno Correia.

Guilherme Caribé - Um dos novos expoentes da natação brasileira, em Paris o nadador vai competir em três modalidades, nos 50m, 100m livre e no 4x100m livre.  Medalha é com ele, foi ouro no Pan de Santiago, em 2023, nos 100m livre, e nos revezamentos 4x100m livre e 4x100m livre misto. Neste ano ele quebrou o recorde brasileiro nas 100 jardas nos Estados Unidos, que pertencia a César Cielo fazendo 40s55.

Guilherme Caribé
Guilherme Caribé - Sátiro Sodré/SSPress/CBDA

Breno Correia - Aos 25 anos, Breno vai nadar junto com Caribé no revezamento 4x100m livre. No Pan, o nadador não só foi ouro na dobradinha soteropolitana, como também foi ouro no 4x200 livre. Está será a segunda olimpíada do baiano que terminou em 8º no revezamento 4×100m livre em Tóquio 2020.

Breno Correia
Breno Correia - Sátiro Sodré/SSPress

Ana Marcela - Nos mares, Ana Marcela segue sendo a representante baiana. Ela é o fenômeno brasileiro das águas abertas, acumulando incontáveis pódios em mundiais nos 5km, 10km e 25km. Em Paris, ela vai defender o ouro nos 10km, conquistados em Tóquio. A soteropolitana começou a nadar aos dois anos ainda na creche e com 16 já disputou sua primeira olimpíada, em Pequim 2008.

Ana Marcela
Ana Marcela - Miriam Jeskeco/COB

Nas águas ainda, a segunda modalidade com mais representantes é a canoagem, com 4 baianos. O destaque vai para o Rio de Contas em Itacaré que revelou três atletas com índice olímpico.

Mateus Nunes - Estreante em Jogos Olímpicos, o mais jovem canoísta a representar o Brasil, tem apenas 18 anos. A primeira competição de Mateus será na canoagem velocidade, no C1 200M individual. Apelidado de Keléu, é promessa da canoagem brasileira e foi campeão do Mundial Júnior de canoagem na última semana.

Mateus Nunes
Mateus Nunes - Reprodução/CBCA

Valdenice Conceição - Finalmente ela chegou em uma olimpíada. Depois de um erro de estratégia que deixou ela fora de Tóquio 2020, aos 34 anos ela se tornou a primeira mulher a conquistar uma vaga olímpica na canoagem para o Brasil. "Neta Canoa" como é conhecida já havia sido a primeira mulher brasileira a ganhar uma medalha de velocidade em Jogos Pan-Americanos de canoagem. Em Paris ela vai competir no C1 200m individual.

Valdenice Conceição
Valdenice Conceição - Divulgação/Sudesb

Jack Godmann - O nome diferente não é à toa, Jacky é filho de um alemão com uma baiana quilombola, que eram pescadores em Itacaré. Ou seja, a relação do canoísta com as águas vem de berço. Aos 25 anos ele será o parceiro de Isaquias no C2 500m, assim como em Tóquio.

Jack Godmann
Jack Goodmann - Divulgacao/CBCA

Isaquias Queiroz – O baiano de Ubaitaba chega em Paris visando recorde. Se vencer o C1 1000m e o C2 500m ele chega a seis medalhas olímpicas e supera Robert Scheidt e Torben Grael, maiores campeões olímpicos brasileiros. O canoísta já possui 1 ouro em Tóquio e duas pratas e um bronze conquistados no Rio.

Isaquias Queiroz
Isaquias Queiroz - Miriam Jeske/COB

Rafaelle - A capitã da seleção feminina de futebol é nascida em Cipó. A infância de Rafaelle foi jogando futebol por diversão. Até se mudar para os Estados Unidos, aos 20 anos, quando começou a jogar profissionalmente em ligas do país. A zagueira logo se tornou liderança e atualmente, aos 32 anos, joga no Orlando Pride, dos EUA, junto com a rainha Marta.

rafaelle
Rafaelle - Sam Robles/CBF

Paris também vai marcar um novo momento para o ciclismo baiano. O estado terá dois representantes, e jovens.

Paôla Reis - Começou dando suas primeiras pedaladas aos 11 anos na pista de Bicicross do Corsário, em Salvador. Hoje aos 23, Paola é medalha de prata nos Jogos Pan-Americanos de 2019, em Lima, e ouro no Pan-Americano de Ciclismo BMX. Paris será a sua primeira olimpíada.

Paôla Reis
Paôla Reis - Wander Roberto/COB

Ulan Bastos - Natural de Palmeiras, no Vale do Capão, na Chapada Diamantina, Ulan Galinski é o primeiro nordestino da história a representar o país no Mountain Bike em Jogos Olímpicos. Considerado o futuro do Brasil na modalidade, o jovem de 22 anos foi convocado para representar o país em Paris por conseguir a melhor posição no ranking mundial (25ª).

Ulan Bastos
Ulan Bastos - Pedro Cury

Classificação Indicativa: Livre

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