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Conheça cinco raças de cães que sofrem em climas quentes e saiba como amenizar o desconforto nos bichinhos

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Publicado em 05/08/2021, às 07h00   Laiz Menezes



O Brasil é um território que apresenta uma grande diversidade climática e a Bahia é um dos estados com clima tropical, alcançando temperaturas muito elevadas, cerca de 24°C, ao longo do ano. É comum, portanto, que humanos sofram com as altas ondas de calor, mas os pets também são muito afetados por esse problema, às vezes até em maior proporção. 

Os cães possuem uma pelagem que serve como um isolante térmico e, apesar disso, alguns desses pets acabam sofrendo muito com as elevadas temperaturas do Brasil. Por isso, o BNews conversou com a médica veterinária Veridiane Pinho para saber quais as cinco raças que mais sofrem com o calor e o que os tutores podem fazer para aliviar o desconforto dos seus pets. 

A médica explica que a temperatura elevada pode causar hipertermia nos pets. Segundo ela, a raça que mais sofre com o calor do Brasil é o chow-chow, seguido pelo buldogue inglês, pequinês, lulu-da-pomerânia, boiadeiro de berna e são bernardo. "Existem várias outras, mas essas são consideradas as principais", disse a especialista. 

A especialista afirma que é possível identificar se um pet está com calor quando eles sentem mais sede que o comum, ficam com a respiração ofegante e colocam a língua para fora. Para evitar que os animais sofram com as altas temperaturas em algumas épocas do ano, existem algumas dicas que devem ser levadas em consideração pelos tutores. Veridiane afirma que é importante evitar a realização de atividades físicas intensas em horários mais quentes do dia, deve-se priorizar sempre os passeios quando a temperatura estiver mais baixa, nos finais de tarde, por exemplo.

"Esse passeio deve ser acompanhado de uma garrafinha de água para que seja feita a hidratação do pet durante o passeio", explicou a médica ao BNews. 

A especialista acrescenta ainda que a tosa também é uma boa alternativa para cães que não toleram bem temperaturas altas. Além disso, a médica aconselha que os tutores coloquem pedrinhas de gelo nos potinhos de água dos seus cachorros. "Isso diminuirá a sensação de calor nos pets e eles amam", afirmou a médica.

De acordo com a profissional, algumas raças conseguem se adaptar melhor às baixas temperaturas do que outras porque geralmente os animais que são oriundos de regiões mais frias sentem mais o clima quente do país, já que eles são originários de lugares frios, já os pets oriundos de lugares com temperaturas elevadas tendem a não suportar bem o frio. 

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"Animais que possuem pêlos longos tendem a sentir mais calor e animais que possuem pouco pelo sentem menos calor", explicou a especialista.

Mesmo em tempos muito quentes, a especialista afirma que não deve-se dar banho do cão com uma frequência muito grande porque isso pode destruir uma barreira que existe na pele dos animais, e como consequência, ele fica mais vulnerável a doenças de pele. "Mesmo em dias quentes de verão, o espaço mínimo de intervalos entre banhos é de 15 dias", afirmou a profissional à entrevista. 

"Caso o tutor não se ibem em deixar seu pet um período longo sem tomar banho existe a opção de banho a seco, não envolve água, mas deixa o cão limpinho", acrescentou.

A médica explica ainda que os cães braquicefálicos, que possuem focinhos curtos, como é o caso do buldogue francês, shih tzu, pug e lhasa apso, respiram mal e, por isso, também não suportam temperaturas muito elevadas e precisam seguir os cuidados listados acima de forma mais intensa. O tutor precisa desenvolver estratégias para diminuir o calor desses pets para que eles não venham a desenvolver doenças. 

E no frio?

Em dias frios, a médica explica que o tutor pode passar a entender alguns sinais de que o pet está com frio. 

"O animal geralmente apresenta  tremores pelo corpo, fica muito tempo deitado bem encolhido (geralmente, ele junta as patinhas e recolhe o rabo); ele procura cantinhos para que possa se aquecer", explica a médica. 

Para aquecer o pet em tempos de frio, é válido colocar cobertores macios na caminha deles, não sair muito para passeios e aumentar o intervalo de banhos. 

É válido ressaltar que, em dias quentes ou frios, o cuidado do tutor com o pet requer sempre muita atenção para garantir que ele esteja saudável e confortável. Por fim, em caso de qualquer dúvida é sempre importante procurar atendimento com um médico veterinário. 

Classificação Indicativa: Livre

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