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Bastante associados à Páscoa, os coelhos são ótimas opções de animais de estimação para quem tem pouco espaço em casa ou tempo. Porém, não se deixe enganar, eles requerem cuidados específicos, estímulos, um ambiente adequado e exercícios diários.
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“Eles fazem as necessidades sempre no mesmo lugar e ocupam pouco espaço. Como são crepusculares, costumam estar mais ativos quando o tutor chega em casa, prontos para interagir, embora muitos não gostem de ser acariciados ou segurados", disse Marco Aurélio Molina Pires, professor do curso de Medicina Veterinária da Unic Beira Rio.
Os coelhos domésticos, originários do oeste da Europa e nordeste da África, são descendentes do coelho europeu, hoje o mais comum no mundo. Com mais de 50 raças, esses animais variam em tamanho e peso, podendo pesar entre 800 gramas e 20 quilos, com uma média de dois quilos.
A expectativa de vida dos coelhos varia significativamente dependendo do ambiente. Na natureza, eles vivem cerca de quatro a cinco anos, enquanto em cativeiro podem viver entre 6 e 13 anos.
Saiba mais sobre os coelhos. Confira diversas curiosidades sobre esses animais:
Não são roedores
Embora os coelhos sejam conhecidos por roer objetos, eles não pertencem à ordem dos roedores, mas sim à ordem Lagomorpha. Essa ordem é composta por duas famílias: Leporidae, que inclui lebres e coelhos, e Ochotonidae, representada pelos pikas.
Uma característica distintiva dos lagomorfos é a presença de dois pares de dentes incisivos superiores, diferentemente dos roedores, que têm apenas um par. Além disso, os dentes de ambos os grupos crescem continuamente e precisam ser desgastados. Por isso, é fundamental para a saúde odontológica dos coelhos o consumo de materiais fibrosos, como feno e verduras frescas.
Fertilidade
Os coelhos são mamíferos placentários, possuindo placenta e glândulas mamárias. Uma característica interessante é que as fêmeas são maiores que os machos, o que é raro em outros mamíferos.
Além disso, os coelhos são extremamente férteis, com as fêmeas podendo ter até 40 filhotes por ano, após uma gestação de apenas 30 dias. Essa capacidade reprodutiva é uma das razões pelas quais são associados à fertilidade e prosperidade.
No entanto, essa prolificidade também pode ser um problema, como ocorreu na Austrália no século XIX, quando a introdução de coelhos levou a uma reprodução descontrolada, causando danos agrícolas e levando ao abandono de muitas fazendas.
Higiene
Os coelhos são animais independentes e cuidadosos com sua higiene, não tolerando ambientes sujos. Eles se limpam sozinhos, assim como os gatos, e não necessitam de banhos, que podem ser prejudiciais. Em casos de sujeira excessiva, é recomendado usar água morna e produtos específicos.
Além disso, os coelhos têm um hábito peculiar de ingerir parte de seu próprio material fecal, conhecido como "cecotrofos", logo após depositá-lo. Isso ocorre porque esses resíduos ainda contêm nutrientes que podem ser aproveitados pelo animal. Por isso, é comum observar coelhos comendo suas próprias fezes.
Alimentação
É preciso que os tutores ofereçam uma dieta balanceada, priorizando verduras escuras e, opcionalmente, ração peletizada (1% a 2% do peso do animal por dia). Frutas e legumes podem ser oferecidos, mas de forma moderada, devido o alto teor de açúcar desses alimentos. Seu sistema digetório é bem desenvolvido para o aproveitamento dos alimentos vegetais que consomem.
Atividades e Visão
Na natureza, coelhos podem correr a até 45 km/h e saltar até um metro. Para se protegerem, permanecem alertas a sons. A posição lateral dos olhos proporciona uma visão de 190°, embora isso impeça que vejam diretamente o nariz. Seus bigodes sensíveis ajudam na percepção do ambiente.
Preparando a Casa para um Coelho
Antes de adotar um coelho, é essencial que os tutores pesquisem sobre os cuidados necessários e adaptem a casa. “Proteger fios elétricos e oferecer um espaço seguro para o animal é fundamental. Criar um ambiente que permita que o coelho se exercite, use bandejas sanitárias e tenha lugares para se esconder é importante, pois eles são animais que precisam de proteção. Além disso, fornecer madeira não tratada e feno para roer ajuda a desgastar os dentes”, explica o veterinário.
A limpeza do ambiente e a castração, se o casal for formado por um macho e uma fêmea, são práticas recomendadas para evitar problemas de saúde e controlar a reprodução.
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