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Gatos geralmente vivem mais do que os cães; estudo revela o motivo

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Uma dúvida comum entre quem tem animais de estimação é por que os gatos costumam viver mais do que os cães  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Freepik
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 30/05/2025, às 07h00



Uma dúvida comum entre quem tem animais de estimação é saber por que os gatos costumam viver mais do que os cães. Um novo estudo internacional, conduzido por cientistas da Universidade de Bath, no Reino Unido, revelou que a longevidade dos gatos está ligada ao tamanho maior do cérebro e a sistemas imunológicos mais complexos. Isso pode explicar o motivo que, enquanto os cães vivem em média 12 anos, os gatos podem chegar aos 17 anos de vida.

Os pesquisadores analisaram diferenças evolutivas entre 46 espécies de mamíferos e identificaram que aquelas com cérebros maiores e genes imunológicos mais desenvolvidos tendem a viver mais tempo.

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Segundo o principal autor do estudo, Benjamin Padilla-Morales, “há muito tempo se sabe que o tamanho relativo do cérebro está correlacionado com a longevidade, pois um cérebro maior oferece vantagens comportamentais”.

Além disso, o estudo destacou o papel fundamental do sistema imunológico, não apenas no combate a doenças, mas também no suporte à longevidade ao longo da evolução dos mamíferos. As espécies mais longevas apresentaram uma quantidade maior de genes ligados à imunidade, sugerindo que esse pode ser um fator-chave para uma vida mais longa.

O estudo, publicado na revista Scientific Reports, também mostrou que a evolução do tamanho do cérebro e da resiliência imunológica caminharam juntas rumo ao aumento da expectativa de vida. Exemplos dessa tendência são golfinhos e baleias, que possuem cérebros grandes e podem viver de 39 a 100 anos, enquanto espécies como ratos, com cérebros menores, vivem apenas um ou dois anos. Uma exceção é o rato-toupeira-pelado, que chega a 20 anos de vida mesmo com cérebro pequeno.

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Outro caso curioso é o dos morcegos, que vivem mais do que seria esperado pelo tamanho de seus cérebros. A explicação, segundo os cientistas, está na quantidade elevada de genes imunológicos presentes em seu genoma, o que garante uma defesa mais eficiente contra doenças.

Os resultados sugerem que mudanças genéticas amplas são determinantes para a longevidade dos mamíferos. Agora, os pesquisadores pretendem aprofundar os estudos para descobrir aplicações práticas que possam influenciar a expectativa de vida de diferentes espécies, inclusive a dos seres humanos.

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