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Seu gato ou cachorro está ficando idoso? Confira cuidados essenciais para os pets na terceira idade

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Cuidados essenciais são essenciais para garantir qualidade de vida na velhice  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Andrew S / Unsplash
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 17/12/2025, às 10h46



Com a expectativa de vida de cães e gatos aumentando, com eles vivendo em média 11,3 anos, segundo dados franceses, cuidados especiais são essenciais para garantir qualidade de vida na velhice. 

De acordo com Sara Hoummady, DMV, PhD e professora associada de etologia e nutrição animal na UniLaSalle na França, o principal segredo é que os donos não fiquem de braços cruzados enquanto seus companheiros de quatro patas envelhecem.

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Em qual idade é considerado idoso?

Um estudo com mais de dois milhões de gatos e quatro milhões de cães destaca que os gatos entram na velhice por volta dos 10 anos de idade. Este período divide-se então em fases de maturidade, sênior e super sênior.

Além disso, foi apontado que a situação é menos uniforme para os cães, cuja velhice depende muito do tamanho. Cães de pequeno porte (raças miniatura e toy com menos de 9 kg, como Chihuahuas ou Cavalier King Charles Spaniels) entram na terceira fase da vida por volta dos 7 anos e tornam-se sénior por volta dos 12 anos.

Já os cães de médio a grande porte com mais de 9 kg, como Welsh Corgis, Golden Retrievers e Pastores Australianos, por exemplo, atingem esta fase mais cedo, por volta dos 6 anos.

No entanto, isso não significa necessariamente que o fim está próximo. Pelo contrário, pode ser apenas o momento de prestar mais atenção ao bichinho e ajustar gradualmente o ambiente, os cuidados médicos e a rotina de cuidados para ajudá-lo a envelhecer nas melhores condições possíveis.

Como envelhecer com saúde

O envelhecimento é um processo natural, gradual e inevitável. Os animais tornam-se menos tolerantes ao estresse ambiental e suas células acumulam danos, levando a diversas alterações fisiológicas.

Um animal idoso saudável é o que mantém capacidade e resiliência suficientes para atender às suas necessidades físicas, comportamentais, sociais e emocionais, mantendo ao mesmo tempo uma relação estável e positiva com seu dono.

Sinais como cabelos grisalhos, leve acúmulo de tártaro, pele mais fina e sentidos ligeiramente menos apurados são completamente normais. No entanto, problemas de mobilidade que dificultam o acesso a recursos como dificuldade para se levantar, subir escadas ou interagir facilmente com você, não devem ser considerados simplesmente como sinais de envelhecimento. 

O mesmo ocorre aos primeiros sinais de disfunção cognitiva, como uma síndrome que apresenta algumas semelhanças com a doença de Alzheimer, quando um cão ou gato tem dificuldade para encontrar sua tigela de comida ou parece perdido dentro de casa, por exemplo. Com isso, é necessário consultar um veterinário.

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Mudanças que precisam ser feitas

De acordo com a especialista, alguns ajustes que podem ser feitos são:

  • Passeios: devem ser mantidos, adaptando quando necessário com bolsas confortáveis para transportar o cão cansado.
  • Alimentação: Preferir dietas específicas para animais idosos, fáceis de digerir e saborosas. Evitar carne crua por desequilíbrio nutricional e riscos à saúde. Combinar ração seca e úmida é benéfico. Refeições caseiras cozidas (com orientação veterinária) ajudam no apetite. Aquecer levemente a ração úmida pode deixá-la mais atrativa. 
  • Cuidados veterinários: Manter vacinas e vermifugação em dia. Realizar consultas geriátricas para monitorar o envelhecimento. A primeira consulta é mais detalhada e serve de base para acompanhamento. Consultas a cada seis meses (se houver fragilidade) ou uma vez por ano (se estável).

Classificação Indicativa: Livre

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