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Tutor acusa Cobasi de negligência após acidente com cachorro em área pet de loja em Salvador

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Tutor denuncia pet shop por não arcar com custos envolvendo cirurgia de anila que sofreu acidente em uma das unidades  |   Bnews - Divulgação Divulgação/Cobasi
Vagner Ferreira

por Vagner Ferreira

Publicado em 20/08/2025, às 13h11 - Atualizado às 14h25



O cachorro Mochak, do advogado Ciro Santos Souza, sofreu um acidente dentro da área pet de uma loja da Cobasi, em Salvador. O animal pisou em um buraco de escoamento de água encoberto apenas por uma fina camada de grama sintética. O fato ocorreu no dia 12 de julho deste ano, na unidade localizada na Avenida Antônio Carlos Magalhães (AV. ACM), que fica no antigo Mundo dos Pets, ao lado do Centro de Abastecimento (Ceasa).

“Enquanto corria e brincava, o Mochak pisou justamente sobre esse ponto, e a pata dele afundou de repente. O impacto foi tão forte que causou uma luxação grave no quadril, com deslocamento completo da cabeça do fêmur”, contou o tutor ao BNews.

Local onde o cão se machucou
Divulgação

Segundo ele, o primeiro atendimento foi feito no consultório dentro da própria loja, mas, sem equipamento de raio-X, precisou levar o cachorro a uma clínica veterinária próxima. Lá, os exames confirmaram a gravidade do caso, e Mochak passou por cirurgia de urgência. “Foram feitos exames de sangue, eletrocardiograma, sedação, cirurgia, internação e medicação. Só com essa primeira intervenção, gastei R$ 4.280,77”, relatou. A empresa arcou com os custos da primeira operação.

Quinze dias depois, no entanto, o cachorro sofreu nova luxação. “Corri para a clínica desesperado e os exames mostraram que ele precisaria passar por uma segunda cirurgia, dessa vez mais complexa e invasiva, pois além da fixação do fêmur, foi necessário fazer suturas na musculatura, que também havia sido lesionada”, disse o advogado.

Essa segunda cirurgia custou R$ 2.600, somados a R$ 788,16 em medicamentos humanos e R$ 118 em formulação de gabapentina, totalizando R$ 3.506,16. Além disso, o ortopedista recomendou dez sessões de fisioterapia veterinária, avaliadas em R$ 1.680. A empresa, porém, se recusou a arcar com os novos gastos.

“A empresa simplesmente se recusou a ressarcir esses novos custos, alegando que só se responsabilizaria pelos gastos iniciais. Isso, para mim, foi extremamente frustrante, porque todos os procedimentos – a primeira cirurgia, a segunda e a fisioterapia — são decorrentes do mesmo acidente, no mesmo local, pela mesma falha de segurança”, disse o tutor.

Ele afirma que a situação alterou completamente sua rotina: “Desde o dia do acidente, minha vida virou de cabeça para baixo. Tenho me dedicado integralmente à recuperação do Mochak. Eu não saio de casa, não vou ao escritório, não encontro meus clientes, não tenho vida social. Ele não pode ficar sozinho, precisa de cuidados constantes. Eu abdiquei totalmente da minha rotina, do meu trabalho e dos meus compromissos pessoais para cuidar dele”, desabafou.

O BNEWS entrou em contato com a Cobasi para um posicionamento sobre o caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta publicação. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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