Um ex-executivo da Odebrecht relatou em delação premiada uma operação de contrainteligência em Antígua, com pagamento de propina para o primeiro-ministro da Ilha. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a intenção seria evitar o envio de documentos do banco usado pelo Setor de Operações Estruturadas (o departamento da propina da empreiteira) para o Brasil. Um relatório do Departamento de Justiça americano confirmaria a ação.
Ainda de acordo com a publicação, o executivo Luiz Eduardo Soares contou aos investigadores que o acordo foi feito na segunda metade de 2015 para enviar a propina ao premiê da ilha, cujo cargo é ocupado por Gaston Browne desde 2014.
Em 2015, Soares se reuniu em Miami com um lobista de Antígua, iniciando uma negociação para que o primeiro-ministro não contribuísse com a operação Lava Jato. O lobista teria pedido US$ 4 milhões.