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UPB: Prefeito de Andaraí não adere a acerto e garante bate-chapa

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Wilson Cardoso não aceitou imposição de Maria Quitéria pelo governo e vai concorrer mesmo assim

Publicado em 15/01/2013, às 18h03    Foto: Divulgação    Lucas Esteves (Twitter: @lucasesteves)


Pouco menos de 24 horas depois de ser líder de uma das duas possíveis chapas para concorrer à presidência da União dos Municípios da Bahia (UPB), o prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSB), se viu preterido na disputa diante do anúncio da decisão da base do governo de indicar a prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria Mendes (PSB). Apesar de ter sido descartado, Cardoso não desistiu de ser o líder da entidade e, em contato com o Bocão News, garantiu: fará um bate-chapa e continua candidato ao cargo.
O gestor alega que no acerto para indicar Maria Quitéria recebeu do secretário estadual de Relações Institucionais, Cézar Lisboa, um convite para ser o vice-presidente da chapa, mas recusou peremptoriamente a possibilidade. Diante disto, pediu desculpas ao representante do governador e garantiu que, uma vez que teria o apoio da maioria dos prefeitos, seguiria em sua candidatura, que considera “irreversível”.
Wilson Cardoso alega que a indicação de Maria Quitéria depois de dias de negociações em torno das duas chapas possíveis – a dele próprio e a da colega gestora de São Francisco do Conde, Rilza Valentim (PT) – é uma “vaidade” de Luiz Caetano, o atual prefeito, e que contraria o desejo dos prefeitos baianos. “A UPB não tem que ser dos partidos, mas dos prefeitos. Antes do governador viajar, ele disse que tanto fazia, para ele, escolherem a mim ou a Rilza, pois ambos são da base do governo e qualificados para o cargo. Então, eu recusei a oferta (de ser vice) e pedi desculpa a Cézar Lisboa e disse que, se eu aceitasse, seria só mais um a trair os prefeitos”, polemiza o gestor da Chapada.
Mesmo com os riscos do bate-chapa, Cardoso afirma que tem certeza absoluta da vitória na eleição do próximo dia 23 porque tem a capacidade da união de forças de diferentes regiões, partidos e propõe uma gestão pluripartidária – envolvendo inclusive a oposição - e que teria líderes de todas as regiões do estado. Inclusive, garante o prefeito, uma grande parte do próprio PT o elegeu como o candidato ideal para presidir a UPB nos próximos anos. Em sua avaliação, uma eventual vitória de sua chapa seria a vitória da representação dos prefeitos da Bahia, enquanto a chapa de Quitéria seria apenas a vitória do governo.
Apesar do bate-chapa, o gestor de Andaraí rejeita se aliar a um caráter oposicionista na eleição da entidade. Ele alega que seu foco são os colegas de trabalho e o fortalecimento do municipalismo na próxima gestão da UPB. “Eu continuo governo, a não ser que eles me rejeitem e eu seja deixado de lado. No bloco maior, eu sou um prefeito da base do governador. Em Andaraí, sou PSB e respondo a Lídice da Mata (Senadora, presidente estadual) e Eduardo Campos (presidente nacional)”.
Por enquanto, a chapa conta, além do cabeça, com a indicação de Oderban Rocha, prefeito de Barra do Choça, como vice-presidente, e também terá os gestores Almir Melo (Canavieiras), Paulo Azeve (Livramento de Nossa Senhora), Marcelo Oliveira (Mata de São João) e outros, que Cardoso espera reunir até o final da semana. Rilza Valentim está fora da chapa. "Ela vai seguir com Maria Quitéria", sentenciou. A ideia é registrar a campanha às 10h da sexta-feira (18), último dia do prazo para inscrição.
Repercussão – Consultado pelo Bocão News, o secretário de Relações Institucionais Cézar Lisboa confirmou que houve a conversa com Wilson Cardoso, mas disse não saber da decisão do prefeito de Andaraí de fazer o bate-chapa. Lisboa considerou “prematura” a divulgação da chapa e disse que, em última instância, precisará entrar em contato com a senadora Lídice da Mata para que o impasse partidário seja resolvido, uma vez que Cardoso e Maria Quitéria são do mesmo partido, o PSB, ampliando a complexidade da candidatura alternativa. “Mas ainda não terminou. Acredito que chegaremos a um acordo até sexta-feira. Chamei o prefeito para mais uma conversa. Estas pressões são normais de se montar uma chapa em uma eleição”, disse.

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