Cidades
por Gabriel Dinis
Publicado em 02/11/2026, às 12h57
A abertura repentina de um buraco em um trecho da pista da BR-324 provocou a interdição da rodovia na altura do km 603, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador, na manhã desta segunda-feira (2). O afundamento de grandes proporções atingiu o sentido crescente da via (em direção a Salvador), forçando a paralisação do fluxo de veículos.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi mobilizada por volta das 10h50 e montou um bloqueio de segurança para evitar acidentes graves e acionou equipes de engenharia do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para avaliar a estabilidade do solo e iniciar as obras emergenciais de contenção.
Equipes operacionais trabalham no local para recompor a base da pista, mas ainda não há previsão oficial para a liberação total do trânsito na altura de Simões Filho.
Rotas alternativas orientadas pela PRF
Diante da paralisação no km 603, a PRF orientou os condutores que se deslocam no sentido interior–capital a utilizarem desvios pelas rodovias estaduais:
Para quem vem pela BR-324 (Feira–Salvador): Acessar o município de Candeias pela BA-522 e seguir em direção à BA-524 (Canal de Tráfego), podendo conectar-se à Via Parafuso (BA-535) ou à rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) para alcançar Salvador.
Para condutores na região de Camaçari e Polo: A recomendação é evitar totalmente a BR-324 e priorizar o tráfego pela Via Parafuso (BA-535) e pela Via Metropolitana (BA-526).
Histórico de problemas e disputa política
O surgimento de crateras na BR-324 não é um fato inédito para quem trafega diariamente pela via. O trecho de Simões Filho já vinha enfrentando recorrentes falhas estruturais causadas pelo desgaste e colapso de antigas galerias de drenagem sob a pista.
A buraqueira na rodovia, inclusive, gerou fortes debates recentes fora das pistas e virou tema de intenso embate político entre o governador Jerônimo Rodrigues e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto, que trocaram acusações públicas sobre as responsabilidades pela conservação da malha viária baiana.
Além do histórico de cobranças entre governo e oposição, o novo afundamento ocorre durante um período de reorganização da malha federal após o encerramento do antigo contrato de concessão da ViaBahia. Recentemente, a gestão federal definiu em pregão a empresa que vai operar o tráfego e o socorro mecânico nas BRs 116 e 324.
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