Cidades
por Cibele Gentil
Publicado em 12/02/2026, às 12h09 - Atualizado às 12h50
A assistência na Maternidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, foi reduzida desde terça-feira (10), impactando diretamente os atendimentos eletivos. A paralisação parcial ocorre como forma de protesto da categoria médica diante do atraso no pagamento de plantonistas, referente aos meses de outubro e novembro de 2025.
De acordo com representantes dos profissionais, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), por meio da Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS), ainda não regularizou os vencimentos.
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que a decisão pela restrição dos atendimentos foi tomada em assembleia da categoria e devidamente comunicada às entidades competentes.
Segundo o conselheiro Luciano Ferreira, diretor do Departamento de Fiscalização do Cremeb, o cenário na unidade é considerado crítico. Além da pendência financeira, há falhas nas escalas de plantão, o que tem comprometido a rotina de atendimento na maternidade.
Em nota, a Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS) disse que os pagamentos devidos aos médicos da Maternidade Regional de Camaçari (MRC) começaram a ser efetivados nesta quinta-feira (12) e seguem em processo de regularização.
"Os atendimentos de urgência e emergência permanecem plenamente garantidos na unidade, vinculada à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab). Todas as gestantes acolhidas continuam recebendo assistência integral, com suporte permanente das equipes multiprofissionais. Os atendimentos eletivos classificados como pulseiras azul e verde serão restabelecidos em breve, de forma gradativa e organizada", diz o comunicado.
A entidade argumenta que, "sob nova gestão, a FESF-SUS vem adotando medidas de reorganização administrativa e financeira para assegurar maior previsibilidade e regularidade aos fluxos de pagamento. Entre as ações, estão a revisão de rotinas internas e de contratos, além do acompanhamento contínuo dos trâmites de conferência, liquidação e autorização, sempre em diálogo institucional com prestadores e fornecedores e observando a segurança jurídica dos processos". continua a nota.
A FESF-SUS reforçou que "com 16 anos de atuação no Sistema Único de Saúde (SUS) da Bahia, a Fundação reafirma seu compromisso com a transparência, a valorização dos trabalhadores e a manutenção de um atendimento qualificado, seguro e humanizado à população".
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