Cidades

Chuvas abaixo da média em maio devem prejudicar plantações do Oeste da Bahia; veja previsão

Ilustração / Gustavo Mansur
A região de Matopiba, que abrange a região Oeste da Bahia, deve enfrentar déficit hídrico, afetando a colheita do milho de primeira safra e prejudicando a segunda safra.  |   Bnews - Divulgação Ilustração / Gustavo Mansur
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 28/04/2025, às 10h45 - Atualizado às 10h55



A região agrícola que se estende pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — mais conhecida como Matopibadeve apresentar déficit hídrico (pouca chuva) e baixo armazenamento de água no solo, o que pode tornar as condições favoráveis para colheita do milho de primeira safra.

Por outro lado, a mesma previsão de déficit hídrico ao longo do mês de maio no sistema Matopiba pode prejudicar o cultivo do milho durante sua segunda safra, que estará em fase de floração, quando a planta apresenta maior necessidade de chuvas, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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Matobipa
Sistema Matobipa | Arte: Ministério da Agricultura)

Em sua mais recente previsão de déficit, excesso e armazenamento de água no solo do Brasil, o Inmet identificou condições de baixo armazenamento hídrico no solo na região, especialmente abaixo de 40%. De acordo com os especialistas, a alternativa de mitigação seria adotar onde aplicável estratégias de irrigação durante o mês de maio, com o objetivo de garantir a manutenção do potencial produtivo.

No entanto, para junho, à medida que o outono se aproxima do fim, o volume de chuva normalmente diminui na parte central do Brasil — o que contribuirá para a ampliação das áreas com deficiência hídrica no solo. Essa escassez de chuvas, de acordo com o Insituto, está diretamente associada aos baixos percentuais de armazenamento de água no solo.

O Inmet destacou que os mapas de previsão de déficit, excesso e armazenamento de água no solo é um produto desenvolvido pela equipe de meteorologistas da Coordenação-Geral de Meteorologia Aplicada, Desenvolvimento e Pesquisa (CGMADP/Inmet).

Por se tratar de uma ferramenta de monitoramento agroclimático, estará em contínuo desenvolvimento e refinamento visando subsidiar o planejamento agrícola no Brasil. Esses mapas são importantes para o setor agropecuário, pois permitem identificar com antecedência regiões com baixa ou alta disponibilidade hídrica para o desenvolvimento de culturas temporárias e permanentes, além de estimar a capacidade de armazenamento de água no solo”, afirmou o Inmet.

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