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Especulação imobiliária atinge Boipeba e afeta comunidades locais

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A ilha, que integra o município de Cairu, se tornou um dos principais destinos turísticos da Bahia  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Internet
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 09/10/2025, às 23h11 - Atualizado às 23h11



A Ilha de Boipeba, localizada no município de Cairu, no litoral sul da Bahia, e que faz parte do Arquipélago de Tinharé, tem sido impactada com o avanço da especulação imobiliária, que constrói cada vez mais cercas e prédios e afeta áreas de uso coletivo das comunidades tradicionais. As informações são da Agência de Notícias Mongabay.

A ilha, que integra o município de Cairu, se tornou um dos principais destinos turísticos da Bahia. Para além disso, abriga uma grande comunidade local que se divide entre Velha Boipeba, Monte Alegre, Moreré e Cova da Onça.

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Esses territórios abrangem áreas de pesca, manguezais, matas e rotas de extrativismo, garantindo a subsistência dos moradores através da pesca artesanal, da agricultura de pequena escala e da coleta de frutos.

Essas práticas, transmitidas entre gerações, acabam sendo ameaçadas pelo avanço das cercas e de construções dos mais diversos tipos. Ao longo de 20 quilômetros de litoral, praias, trilhas e até manguezais estão sendo fechados por empreendimentos turísticos e imobiliários. Lugares que costumavam ser de uso coletivo ganharam cercas de arame, guaritas e seguranças que passaram a controlar os acessos. 

De acordo com o Relatório de Conflitos Socioambientais do Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), de 2024, empreendimentos e investidores privados estão redesenhando o território através das construções. De forma geral, o avanço da especulação imobiliária ameaça a vida quilombola e pesqueira que existe na cidade desde os primórdios.

No começo deste ano, um empreendimento foi multado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em R$ 4,5 mil por realizar intervenções que atingiram a vegetação nativa de Mata Atlântica na Área de Proteção Ambiental (APA) das Ilhas Tinharé e Boipeba.

Segundo o auto de infração, o empreendimento realizou intervenções no Loteamento chamado de Boca da Barra. A infração, considerada grave, foi constatada após análise técnica de um processo administrativo aberto em 2019.

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