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Família abre vaquinha após caminhoneiro sofrer acidente grave e ter veículo destruído no Sul da Bahia: “Seu sonho ficou enterrado ali”

Arquivo Pessoal
Com mais de R$ 18,5 mil arrecadados, a vaquinha busca ajudar a família a lidar com os custos do caminhão destruído.  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 17/01/2025, às 20h05 - Atualizado às 20h09



O caminhoneiro João Phelipe Santos Silva, de 30 anos, sofreu um acidente grave enquanto trafegava pela BR-101, Km 725, entre Eunápolis e Itabela, no Sul baiano, na noite da última terça-feira (14). O motorista teria perdido o controle do veículo devido a pista molhada e ao peso da carga transportada que estava puxando o caminhão para a direita.

vaquinha
Carga de laranjas espalhada pela pista

Como a pista não possui acostamento, o veículo desceu pela ribanceira e ficou completamente destruído. Além disso, populares saquearam a carga de laranjas que ficou espalhada pela pista, gerando ainda mais prejuízo.

Como a carga e o veículo — que está em processo de financiamento — não possuíam seguro, os familiares da vítima abriram uma vaquinha, na quarta (15), com o objetivo de arrecadar fundos para cobrir os danos. Apenas a manutenção do caminhão é estimada em R$ 100 mil.

Até o momento da publicação, mais de 320 pessoas apoiaram a vaquinha que já conta com mais de R$ 18,5 mil arrecadados. Clique aqui para poder ajudar.

Apesar do acidente ter sido grave, o estado de saúde de João Phelipe é considerado estável. Ele havia se recuperado, mas, ao saber que o caminhão ficou completamente destruído, passou mal e precisou retornar ao hospital com fortes dores. O veículo é a sua única fonte de renda.

João Phelipe Santos Silva | Arquivo Pessoal

 Natural de Rio Real, cidade do Nordeste baiano que faz divisa com Sergipe, a família tem origem humilde. A irmã da vítima, Priscila Silva Santos contou ao BNews que a família não tem condições de arcar com os prejuízos. De acordo com ela, o irmão, pai sempre prezou pela família, abrindo mão de seus próprios sonhos e objetivos pessoais em detrimento das irmãs.

“Ele conseguiu formar duas irmãs e abdicou do estudo dele. Se tornou pai cedo, não só das irmãs, mas de toda a nossa família. Todo o seu esforço de anos, se perdeu naquela ribanceira. Seu sonho ficou enterrado ali. O caminhão não tinha seguro e ainda era financiado. Ele precisa trabalhar quando se recuperar, ele tem uma filhinha de 3 anos”, afirmou Priscila.

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