Cidades
por Leonardo Oliveira
Publicado em 24/07/2025, às 14h22
Um jovem, morador do município de Santaluz, região sisaleira da Bahia, agredido por agentes da Guarda Municipal (GCM) durante a festa de 90 anos da cidade no último domingo (20), morreu na manhã desta quinta-feira (24). Ele foi atingido por diversos golpes de cacetete, segundo relatos da família.
O jovem, identificado como Marcelo Silva Santos, de 33 anos, chegou a ser atendido por bombeiros civis no local e foi encaminhado ao Hospital Municipal de Santaluz, onde ficou internado à espera de regulação para uma unidade de maior complexidade devido à gravidade das lesões. No entanto, após receber alta médica na segunda-feira (21), voltou a ser internado depois de passar mal mais uma vez.
A agressão aconteceu quando os guardas tentavam dispersar o público que acompanhava um trio elétrico. Segundo a família, Marcelo foi atingido por golpes de cacetete e caiu no chão. Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que ele foi socorrido por bombeiros civis e pelos próprios guardas e levado ao hospital, onde permaneceu internado por cinco dias.
Os familiares afirmam que Marcelo não apresentava risco ou resistência no momento em que foi agredido. O caso gerou grande repercussão nas redes sociais e entre os moradores da cidade.
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A Guarda Municipal informou que os guardas envolvidos foram afastados e que um processo interno será aberto para investigar a conduta deles. A família informou que registrou o caso na delegacia de Santaluz. O corpo de Marcelo será levado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Serrinha.
Processo administrativo
Nesta quinta-feira (24), o prefeito de Santaluz, Arismário Barbosa Júnior (Avante), abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra cinco guardas envolvidos no caso. De acordo com o texto, foi configurado, "em tese, uso indevido da força, durante atuação no evento 'Santaluz Fest', ocorrido na noite de 20 para 21 de julho de 2025".
"Nas imagens, é possível visualizar a atuação de agentes da GCM de Santaluz agindo em meio a uma confusão generalizada, sendo apontado por populares, nas redes sociais e matérias em sites, que um folião teria sido hospitalizado em decorrência da intervenção dos Agentes", descreve o PAD.
Uma comissão, que tem até 30 dias para finalizar o inquérito, será a responsável pela apuração do caso. Vale lembrar que o Processo Administrativo é diferente do criminal, comandado pela Polícia Civil.
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