Cidades

MST invade terras de grande empresa no extremo-sul da Bahia; saiba mais

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Mais de 1.500 militantes do MST invadiram terras em três municípios no extremo-sul da Bahia  |   Bnews - Divulgação Foto do Leitor/BNews

Publicado em 27/02/2023, às 09h16 - Atualizado às 12h24   Redação BNews



Um grupo com mais de 1.500 militantes do Movimento dos Sem Terra (MST) invadiu, na madrugada desta segunda-feira (27), áreas de uma grande empresa que atua no segmento de papel e celulose localizada no extremo-sul da Bahia.

Segundo a página a Voz do Movimento, os membros ocuparam três áreas da Suzano próximas aos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas

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Outros casos
Em novembro, 250 famílias ligadas ao MST ocuparam duas fazendas na região da Chapada Diamantina. Os terrenos ficavam entre os municípios de Maracás, Planaltino e Irajuba. 
A área pertence à empresa Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) e o MST alega que a área era "improdutiva", após ter sido "abandonada há anos".
Empresa reage

Em nota enviada ao BNews (veja na íntegra abaixo), a Suzano confirmou a invasão e que cumpre integralmente as legislações ambientais e trabalhistas aplicáveis às áreas em que mantém atividades.

Ademais, a empresa informou que tomará as medidas cabíveis para obter a reintegração da posse da área, uma vez que não reconhece a legalidade dessas invasões.

"A empresa confirma que duas áreas de sua propriedade, localizadas nos municípios de Mucuri e Teixeira de Freitas, foram ocupadas pelo MST - Movimento Sem Terra nesta segunda-feira (27/2). Diante do fato, a companhia reitera que cumpre integralmente as legislações ambientais e trabalhistas aplicáveis às áreas em que mantém atividades, tendo como premissas em suas operações o desenvolvimento sustentável e a geração de valor e renda.

Especificamente no sul da Bahia, a empresa gera aproximadamente 7.000 mil empregos diretos, mais de 20.000 postos de trabalho indiretos e beneficia cerca de 37.000 pessoas pelo efeito renda, conforme metodologia adotada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e pela Indústria Brasileira de Árvores (IBÁ).

Além disso, por meio de seus projetos sociais, programas e iniciativas na região, a empresa alcançou mais de 52.000 participantes diretos e indiretos, em 82 comunidades e mais cinco sedes municipais, com um investimento de mais de R$ 10,3 milhões no ano de 2022.

A empresa reconhece a relevância da sua presença nas áreas onde atua e reforça seu compromisso por manter um diálogo aberto e transparente, de maneira amigável e equilibrada. Por fim, a Suzano informa que tomará as medidas cabíveis para obter a reintegração da posse da área, uma vez que não reconhece a legalidade dessas invasões".

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