Cidades
Publicado em 22/07/2025, às 18h06 Alex Torres e Aina Soledad
Vítimas do acidente entre um catamarã e um barco de pesca nesta terça-feira (22), nas proximidades de Cacha Pregos, na Ilha de Itaparica, na Baía de Todos-os-Santos, contaram ao Bnews como a batida ocorreu. O catamarã saiu de Morro de São Paulo e tinha como destino a capital baiana. Após a batida, ele afundou.
Ainda assustado com o acontecido, o designer e músico Ryan Franco, de 26 anos, sobre o acidente.
“Eu estava lá no fundo, foi um pouco assustador na hora que aconteceu, porque o barco bateu bem embaixo, e aí ele partiu em dois. A gente conseguiu ver o pessoal lá, assustou porque pensei que o catamarã não tinha nem sido afetado, e só os pescadores. Só que, graças a Deus deu tudo certo, todo mundo colocou colete, começou a se organizar devagarzinho, ficou um pouco caótico na hora que aconteceu, mas o pessoal conseguiu se organizar” contou. Segundo ele, o resgate demorou cerca de 40 minutos.
A situação, para ele, foi assustadora.
“Foi um pouco assustador porque eu tava com a minha esposa, ela ficou assustada, eu tive que acalmar ela primeiro, levar ela pra ponta do barco e depois começar a tentar ajudar o pessoal. Tava nós dois, mas tinha mais pessoas lá no fundo do barco com a gente. Demorou um pouco, mas foi bem organizado, chegaram bastante tanto lancha, tudo veio ao mesmo tempo. Os helicópteros chegaram bem rápido, tanto dos bombeiros quanto da polícia militar”, contou.
Um pouco mais calmo, o aposentado César Moutinho, 70 anos, que está passando férias em Salvador, contou que o momento exigiu cautela.
“Foi inexplicável. De repente a gente escutou um estrondo, um barulhão e ninguém sabia o que que era. Até eu pensei, pô, deve ter batido num tronco ou numa baleia, né? Mas não, foi numa traineira. Todo mundo ficou preocupado. Aí começou a correr um pra cada lado, um pra cada lado”, disse. César contou que os marinheiros orientaram o uso de colete, mas alguns passageiros se precipitaram e caíram na água. “A gente ficou aguardando aí as coordenadas dos marinheiros, né?Chegaram várias embarcações, muita gente mergulhou na água, nas balsas, né? Eu não precisei mergulhar, nem minhas filhas, nem eu estava com a minha família e tal. Mas foi tranquilo. O que vale é isso, é comemorar a vida. Foi uma coisa surreal. Mas estamos aqui vivos, graças a Deus. Graças a Deus, vou lá para a Barra, agora vou dar um mergulho e tomar uma que merece a comemoração. A gente está vivo. Todo mundo se salvou. É o que importa”, celebrou.
Não há informações sobre feridos.
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