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Prefeitura de Porto Seguro determina retirada de quiosques 'abandonados' após veto do IPHAN; entenda

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Moradores denunciaram, nos últimos dias, o abandono de quiosques construídos pela prefeitura para capeteiros  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes sociais
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 28/03/2025, às 11h08



Quatro quiosques instalados na Passarela da Cultura, apelidada de Passarela do Álcool, tradicional ponto de encontro das noites na cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia, viraram alvo de denúncias de moradores. Segundo populares, os espaços, que foram reformados recentemente pela prefeitura, seguem sem ocupação de permissionários.

Além da ausência de trabalhadores nos quiosques, moradores denunciaram que algumas estruturas tiveram as portas e janelas arrombadas e sofrem com o acúmulo de entulho. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a situação dos espaços.

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A equipe do BNews procurou a Prefeitura de Porto Seguro para esclarecer a finalidade das construções e a ausência de trabalhadores nos espaços. Em nota, a gestão informou que os quiosques serão retirados em breve.

Segundo a Prefeitura, os quatro quiosques foram construídos após diálogos com os capeteiros — vendedores de bebidas alcoólicas e não alcoólicas na Passarela da Cultura — para abrigar os 16 trabalhadores da modalidade. As estruturas foram projetadas para preservar a harmonia da paisagem e integrar-se ao novo projeto arquitetônico da Passarela, que passou por uma completa revitalização.

No entanto, de acordo com a gestão, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) considerou que os quiosques comprometem a visualização do casario histórico e, por essa razão, não licenciou as estruturas para uso pelos capeteiros, recomendando sua remoção. Diante da decisão, a Prefeitura determinou à Secretaria de Obras a retirada dos quiosques, que será realizada nos próximos dias.

"A construção das estruturas tinha como objetivo proporcionar mais dignidade e melhores condições de trabalho aos capeteiros, que precisam montar e desmontar suas barracas diariamente, além de reduzir os impactos na mobilidade urbana causados pelo deslocamento desses equipamentos", declarou a gestão de Porto Seguro.

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