Cidades

Presidente do sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari desmente boatos de que a região foi tomada por chineses: 'Mais de 90% são baianos'

Matheus Simoni/Bnews
Presidente dos Metalúrgicos celebrou lançamentos da BYD e prevê aumento de vagas e contratações na região  |   Bnews - Divulgação Matheus Simoni/Bnews

Publicado em 06/04/2026, às 17h58 - Atualizado em 07/04/2026, às 07h35   Antonio Dilson Neto e Matheus Simoni



O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, Júlio Bonfim, desmentiu os boatos circulam nas redes sociais alegando que a cidade foi "tomada por chineses" trabalhando na fábrica da BYD.

A declaração foi dada em entrevista ao BNews nesta segunda-feira (6), durante evento da montadora em São Paulo, onde foram apresentados os novos modelos Dolphin Special Edition e Yuan Plus.

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"Na linha de produção da fábrica, hoje, nós temos mais de 93% de baianos trabalhando", afirmou Bonfim. "É engraçado: quando entrei na Ford, em 2000, Camaçari estava cheia de mexicanos, canadenses e americanos só que ninguém tinha olho puxado, né?", ironizou.

Quando a empresa americana vem para cá, ninguém critica. Mas quando é asiática, especialmente chinesa, vira alvo, diz Bonfim

"O sindicato já tem mais de 1.500 sindicalizados e não tem ninguém chinês. As assembleias com mais de 2.000 trabalhadores são todo mundo brasileiro. Os chineses não iam entender o que eu falo no carro de som", brinca Bonfim.

O líder atribui o boato ao "momento político": "Infelizmente usam essas coisas para não valorizar o crescimento do Nordeste. Empresa que gera emprego local, melhora condições e capacita e isso viabiliza o desenvolvimento da região toda".

 "Chineses existiram na construção, mas na manufatura são apenas 7% em técnicos, e esses cargos, em breve, já serão ocupados por baianos 
Júlio Bonfim comenta que a, recentemente, dezenas de trabalhadores da linha de produtiva, na dentro de produção, foram selecionados para se tornar novas lideranças na fábrica, passando pelo processo de seleção e capacitação.

Expansão 

Bonfim comemorou os lançamentos, que aumentam a produção: "Momento importante pro Brasil. Hoje produzimos 500 carros por turno, e o segundo turno, que começou na quinta-feira passada, já começou produzindo 250 e já projetamos o início de um terceiro turno produtivo, também", comentou o líder, afirmando que a meta da montadora é dobrar o fluxo de carros/turno, chegando a 1000 até o fim do ano

Para o líder sindical, o fluxo é essencial: o trabalhador está disponível para produzir e a empresa tem as condições; e o sindicato faz a intermediação e negocia as condições ideais para garantir a manutenção da qualidade do trabalho e dos benefícios aos funcionários.

"Eu acho que isso é um mix, é uma troca. O trabalhador está disponível a produzir e ao mesmo tempo a empresa está na condição de gerar essa possibilidade de emprego, como tem gerado. E deixar claro aqui, empregos para baianos", acrescenta.

*A reportagem do BNews viajou a convite da BYD para acompanhar lançamento de dois novos modelos de carros no Vision Center, em São Paulo.

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