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Sem buzu no pós-Furdunço? Mototaxista flagra pontos lotados na Centenário após multidão da Baiana System

Imagem Sem buzu no pós-Furdunço? Mototaxista flagra pontos lotados na Centenário após multidão da Baiana System
Mudanças na programação do Furdunço trouxeram mais público, mas a logística de transporte não teria acompanhado o aumento da demanda  |   Bnews - Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 09/02/2026, às 06h00 - Atualizado às 06h40



O Furdunço 2026 abriu oficialmente o pré-Carnaval de Salvador, neste sábado (7), no circuito Orlando Tapajós (Ondina–Barra), mas o que era para ser só festa terminou com dor de cabeça para quem dependia de transporte público para voltar para casa.

O desfile começou pouco depois das 14h. Ao longo da tarde e da noite, nomes como Daniela Mercury, Parangolé, Filhos de Jorge e Armandinho arrastaram foliões pela orla. Coube, mais uma vez, ao Navio Pirata, da Baiana System, fechar a programação. O trio deixou Ondina por volta das 23h30 e seguiu até o Farol da Barra reunindo a maior multidão da noite, tradição que se repete ano após ano.

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Após o início do desfile da última atração da noite, já perto da meia-noite, o cenário mudou de ritmo. Foi nesse momento que o influenciador e mototaxista, Nenem Gonzaga, como é conhecido no Instagram, decidiu registrar o que chamou de “ausência total” de ônibus nos arredores do circuito.

No vídeo, ele circula por diversos trechos da Avenida Centenário, onde ficam alguns dos pontos mais próximos da Barra para quem deixa a festa a pé. As imagens mostram paradas cheias, com dezenas de pessoas aguardando transporte.

“Ó, da hora que eu tô rodando aqui, eu não vi um ônibus. Cadê o buzu, rapaz, dessa cidade? Ó pra aí… Povo tudo no ponto”, diz ele, enquanto passa pelos pontos lotados. Em outro trecho, critica a logística do evento: “Faz as festa, não tem buzu, não tem nada pra população… Como é que faz essas festa?”

Apesar da crítica, o mototaxista reconhece que a alta demanda acabou favorecendo quem trabalha com transporte por aplicativo ou moto. “Eu tô ganhando, não tô reclamando, não. Pra mim tá lindo: só ‘banho’ de quarenta, cinquenta, setenta, oitenta… Mas é feio, feio! Uma festa dessa, uma dimensão dessa e não tem um buzu”, afirma.

Nos comentários da publicação, internautas reforçaram a queixa. “Cadê, prefeitura de Salvador??? A propaganda é boa, mas buzú que é bom nada… Nem em dias comuns, muito menos em dias de carnaval!!! Tá tenso”, escreveu uma seguidora. Outro lembrou situação semelhante em outro evento: “Festival de Verão foi a mesma coisa, tinha metrô e não tinha ônibus para ir para casa”.

Houve ainda quem destacasse o impacto para quem não estava na festa: “Imagine pra quem vai trabalhar?! Porque não é opcional sair de casa”. E também críticas à integração: “Teve metrô mas não teve ônibus… como se o metrô fosse até a Barra”.

Mudança de datas e maior público

Neste ano, o Furdunço passou por uma alteração importante no calendário do pré-Carnaval. O evento trocou de lugar com o Fuzuê e abriu oficialmente a programação no sábado (7). Tradicionalmente conhecido por reunir público maior que o Fuzuê, o Furdunço confirmou a fama em 2026, especialmente na apresentação da Baiana System, que concentrou milhares de foliões até depois das 23h20.

Nem o horário avançado foi suficiente para dispersar a multidão. Ao contrário: muita gente permaneceu no circuito até o fim do percurso, prolongando o fluxo de saída para além da meia-noite.

O resultado foi um gargalo nos pontos de ônibus da região da Barra e da Centenário, principais rotas de escoamento para bairros da capital.

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