Cidades
Muitos moradores de cidades do interior pelo Brasil afora não pensam na possibilidade em morar nas chamadas "cidades grandes". Um dos fatores que mais são levados em consideração é a qualidade de vida mesmo diante de dificuldades como a questão financeira e mercado de trabalho restrito.
No entanto, esse não é o caso de Gavião Peixoto, no interior paulista. Com menos de 5 mil habitantes, o município fica na região de Araraquara e tem uma média salarial de 5,2 salários mínimos. Conforme informações do Censo 2022, os números são duas vezes maiores que a média nacional e supera até a capital São Paulo.
Com setor agrícola como atividade mais expressiva, Gavião Peixoto abriga também uma sede da Embraer, que foi instalada em 2001 e atualmente conta com mais de 2,8 mil funcionários, ou seja, mais que a metade da população.
Inclusive, a cidade já foi escolhida para receber uma segunda unidade da Embraer e, segundo a própria empresa, possui maior pista de pouso da América —a quarta maior do mundo.
Além da gigante do setor de aviação, a produção de laranja representa 53% das atividades econômicas da região, seguida pela cana-de-açúcar, que soma 38%. O ramo é dominado por grandes empresas, nacionalmente conhecidas, como é o caso da Fischer e Cutrale.
Média salarial se destaca
Gavião Peixoto apresenta uma renda média superior à da capital paulista, ao do estado de São Paulo e à média nacional. Enquanto a remuneração média por trabalhador na cidade de São Paulo é de 4,4 salários mínimos, no estado o valor cai para 3,4 salários. No âmbito nacional, o rendimento médio é ainda menor, chegando a 2,3 salários mínimos.
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Como surgiu a cidade de Gavião Peixoto?
A cidade de Gavião Peixoto tem suas raízes estabelecidas há mais de um século, tendo sido oficialmente criada em 1907 como parte de uma iniciativa governamental para incentivar a ocupação do interior paulista. O nome do município é uma homenagem ao antigo dono das terras onde se formou a cidade.
O crescimento da região foi impulsionado pela chegada da Estrada de Ferro Douradense, que facilitou o acesso e o transporte de pessoas e mercadorias. No ano seguinte à fundação, em 1908, foi construída uma usina hidrelétrica, que permanece em operação até os dias atuais, mantendo sua estrutura original. No entanto, em 1969, com o encerramento das atividades da ferrovia e o colapso da cultura do algodão, o município enfrentou um período de retração econômica, que perdurou até o início dos anos 2000, quando Gavião Peixoto passou a abrigar atividades relacionadas ao setor aéreo.
Além disso, a região recebeu imigrantes que fugiam dos conflitos da Revolução Russa. Porém, um surto de febre amarela causou grandes perdas à população local, impactando severamente a colônia estabelecida.
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