Cidades
Publicado em 05/08/2025, às 18h28 - Atualizado às 20h28 Redação
Moradores da Ilha de Maré, localizada na Baía de Todos-os-Santos, acusam a vereadora Eliete Paraguassu (PSOL), de cometer crime ambiental ao construir um muro de alvenaria, ao redor de sua casa, em plena área de manguezal. A construção, iniciada há cerca de seis meses, vem gerando revolta da comunidade local, que denuncia o desrespeito às leis ambientais e o impacto direto sobre o ecossistema da região.
O muro, erguido em um terreno na comunidade de Porto dos Cavalos, foi construído sem licenciamento ambiental e invadiu parte da faixa de mangue, habitat de espécies como caranguejos e mariscos. “É revoltante ver uma autoridade, que diz proteger o meio ambiente e o nosso modo de vida, cometer esse tipo de agressão contra a natureza”, desabafou uma líder comunitária, que preferiu não ter a identidade revelada.
Ainda segundo a população, entidades ambientais estiveram no local, antes mesmo da obra ser iniciada, e alertaram que é proibido qualquer tipo de modificação, sob risco de prejudicar o mangue.
Procurada pela equipe do BNews, a vereadora, através de sua assessoria de imprensa, limitou-se a dizer que, até o momento, não foi notificada de nenhuma denúncia sobre o caso, além de enfatizar, por meio de nota pública, que vem sendo vítima de perseguição. "Ataques covardes de injúria, difamação, campanhas de desinformação e propagação de fake news têm sido utilizados como armas para tentar deslegitimar a atuação da única vereadora quilombola da Câmara Municipal de Salvador e atual líder da bancada do PSOL. A perseguição sistemática tem como objetivo silenciar, criminalizar e desumanizar uma mulher negra, quilombola, marisqueira e defensora dos direitos humanos. Trata-se de um procedimento intencional de tortura psicológica, uma tentativa orquestrada de minar sua saúde mental, isolar sua atuação política e desacreditar a potência coletiva que seu mandato representa para o povo das águas, das mulheres negras e das comunidades tradicionais", destacou o documento.
O caso reacende o debate sobre a proteção dos ecossistemas costeiros e o papel das autoridades no cumprimento da legislação ambiental. Para os moradores, a luta continua. “É aquele tipo de coisa, pessoas que deveriam cuidar, só mostram que, na verdade, não estão nem aí. Mas, queremos saber que tipo de lei resguarda esse tipo de prática, pois não vamos aceitar que destruam nosso manguezal em nome de interesses pessoais, reafirmaram.
Vale lembrar, que a Ilha de Maré é reconhecida como uma das regiões mais afetadas por crimes ambientais na Bahia, onde comunidades tradicionais lutam há décadas para preservar seus territórios e modos de vida frente à pressão de ações irregulares.
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