Cidades

'Zona de guerra', afirma direção do Hospital Regional de Eunápolis sobre situação atual da unidade

Reprodução Redes Sociais
Direção do Hospital Regional de Eunápolis denuncia falta de insumos e equipamentos parados  |   Bnews - Divulgação Reprodução Redes Sociais
Redação Bnews

por Redação Bnews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 22/01/2025, às 12h15



Os problemas estruturais e operacionais no Hospital Regional de Eunápolis, a cerca de 520 km de Salvador, no Sul da Bahia, foram denunciados pela direção da instituição de saúde. Equipamentos, como o tomógrafo, estão sem uso há meses. Além disso, apenas seis dos 10 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estão funcionando devido à falta de materiais.

De acordo com publicação do site Políticos do Sul da Bahia, o diretor-geral do hospital, Tom Costa, afirma que aguarda uma visita do Ministério Público da Bahia (MP-BA). As principais demandas incluem a falta de insumos, medicamentos, materiais cirúrgicos, além da ausência de limpeza. A situação foi descrita pela nova gestão como uma “zona de guerra”.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no Youtube!

Segundo a direção, a ex-prefeita Cordélia Torres teria deixado o balanço de dezembro em aberto, gerando impactos financeiros para o município.

A reportagem do BNEWS entrou em contato com o MP-BA, mas ainda não obteve retorno.

MP-BA x Hospital Regional de Eunápolis
Caso tenha sido acionado, essa não é a primeira vez que o Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do promotor de Justiça Dinalmari Mendonça Messias, ajuíza uma ação civil pública contra a instituição.

Em 2019, Caline Rodrigues da Silva Bittar foi submetida a uma cirurgia no hospital sem passar pela fila de regulação do SUS.

O MP também acionou o médico cirurgião Marley Soares de Souza, que realizou a cirurgia de lipoaspiração em Caline Rodrigues. “Eles agiram como se o Hospital Regional de Eunápolis fosse de propriedade pessoal, onde poderiam fazer o que quisessem, sem seguir qualquer regra”, afirmou o promotor de Justiça.

Na ação, o MP requer, em caráter liminar, o bloqueio de valores dos envolvidos e a restrição à venda de veículos até o montante correspondente ao valor da lesão, cerca de R$ 101 mil. Como pedido final, o MP solicita a condenação dos acionados às sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa, incluindo:

  • Perda dos valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio;
  • Ressarcimento integral do dano;
  • Perda da função pública.

Segundo o promotor de Justiça, o hospital nunca havia realizado uma cirurgia desse tipo, “não tendo sequer aspirador para lipoaspiração, que foi levado pelo acionado Marley para a operação”. O município exonerou Caline Rodrigues do cargo de diretora administrativa do hospital.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)