Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: novos menudos de olho no verão

[Na Sombra do Poder: novos menudos de olho no verão]
01 de Novembro de 2018 às 00:00 Por: Arquivo/BNews Por: Editoria de Política 0comentários

Novos menudos

Tem turma nova de menudos com ar de “donos do pedaço” de olho no verão baiano. Informações chegadas a esta coluna dão conta que tem um médico especializado na área de vascularização se tornando ‘promoter VIP’. O jovem estaria assumindo a função antes exercida por um blogueiro, que criou asas e está em voo solo pelas baladas baianas. Como manda o regulamento, o novo menudo só anda de preto ao lado do cacique da city.

'Desimbassahy'

O deputado derrotado nas urnas, o deputado federal e ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy (PSDB) ganhou o apelido de “Desimbassahy”. Corre pelos corredores da política baiana que após não ter conseguido se reeleger para o Congresso Nacional, o ex-ministro de Temer tem colado em alguns caciques da nova política brasileira no afã de angariar algum cargo expressivo no novo governo. Rapidamente, a turma que não perde a piada lançou o trocadilho: "está 'imbassando' deputado?".

Relação estremecida?

Não convidem para a mesma mesa o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) e o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia Angelo Coronel (PSD). Se o clima não era bom, a certeza é que a relação ruiu após Nilo discursar em plenário e questionar saúde financeira do Parlamento. Político, Coronel atribuiu as declarações à “pura inveja de quem pôde cortar gastos e não o fez”. A conferir.

A conta I

Em 2017, Coronel devolveu ao Executivo o montante de R$ 555 mil. Número que acabou sendo sua representação nas urnas na corrida pelo Senado. No entanto, em 2018, o chefe da ALBA já anunciou que faz contas para saber quanto vai ter que pedir ao governo em suplementação. Politicamente, o novo senador pode ter saído com saldo negativo, embora tenha conquistado moral entre os servidores do Legislativo.

A conta II

Leo Prates (DEM), presidente da Câmara de Salvador, também teve que fazer milagres com as contas da Casa. Implantou o plano de cargos e salários, assim como fez Coronel na AL-BA, e agora talvez tenha que reduzir o abono dos funcionários no fim de ano. A turma estava acostumada a ter valores na casa de R$ 4 mil, mas a previsão agora é que fique na casa de R$ 1,5 mil. A matemática final deixou muita gente torcendo o nariz. O chefe do Legislativo pretende devolver ao Executivo soteropolitano algo em torno de R$ 3 milhões.

O escolhido

Ele não confirma, mas a maioria dos vereadores de Salvador já dá como certo que a liderança da bancada do governo na Câmara vai ficar com Paulo Magalhães Júnior (PV). Um dos indicativos fortes é que o vereador não ocupa nenhum cargo na Mesa Diretora, eleita nesta quarta-feira (31) na CMS. Logo ele, classificado pelo presidente eleito Geraldo Júnior (SD) durante o discurso por aclamação como “principal escudeiro do processo” da eleição. Ora, o articulador do processo não ficaria de fora das negociações que envolvem uma presidência municipal, correto? Com a palavra, ACM Neto.

Eleições na AL-BA

Apesar de ter mais de oito nomes com interesse em concorrer ao cargo de presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, na “peneira” final, a disputa deve se concentrar em três partidos: PSD, PT e PP, com os nomes de Adolfo Menezes, Rosemberg Pinto e Nelson Leal, respectivamente. A disputa está tomando corpo e as negociações indo de vento em popa.

E Ivana?

Quem não gostou nada de ver Adolfo Menezes levantando voo no PSD para brigar pela presidência foi Ivana Bastos. A deputada vinha se colocando como opção na sigla capitaneada pelo senador Otto Alencar na Bahia. Pelo visto, ela vai ter que esperar o próximo bonde.

Com quem será...

Assim como na CMS, o grupo ligado ao prefeito ACM Neto também se articula para definir a nova liderança na AL-BA. Entre os nomes que circulam nos corredores da Casa, estão Tom Araújo, Pedro Tavares, Targino Machado e Alan Sanches. Todos do DEM.  Ao que tudo indica, o posto ficará com o partido do chefe do Palácio Thomé de Souza.

...que a relatoria vai ficar

Ainda falando em AL-BA, a sessão ordinária da última terça (30) teve algo extraordinário, ou seja, fora do comum. Foi colocado em discussão o projeto de lei enviado pelo governo estadual que prevê o aumento de taxas do Judiciário baiano. No entanto, o líder governista Zé Neto passeou pelo plenário procurando um aliado para ser relator, mas nada de aparecer quem topasse a missão. A sessão teve que ser suspensa, só retomaram quando encontraram Rosemberg Pinto (PT), que aceitou o encargo.

Abacaxi

Ninguém quis relatar o projeto que, segundo a bancada de oposição, prevê aumento de até 70% de taxa no Judiciário em alguns casos. No grupo do governo, havia deputado balbuciando pelos cantos: "Se for aumento acima do índice da inflação, não tem meu voto". Para tentar convencer os indecisos, uma comissão do Tribunal de Justiça foi enviada ao local, conversou com alguns deputados, mas nada adiantou.

Prenúncio 

A saída temporária de Walter Pinheiro (Sem partido) da Secretaria de Educação para retornar ao Senado no intuito de definir “prioridades das emendas parlamentares”, como frisou sua assessoria, gerou burburinhos no meio político baiano. Há quem diga que seja um prenúncio do que está por vir.

Em alta

Sem partido, Pinheiro seria um dos nomes cotados para não permanecerem no quadro de secretários na nova gestão de Rui. Ironia do destino ou não, o suplente do ex-petista no Senado, Roberto Muniz (PP), estaria liderando uma bolsa de apostas como possível secretário na nova gestão petista.

Justiça

O BNews soube que há uma articulação para colocar alguns deputados federais no comando de secretarias. Com a cartada, Rui Costa contemplaria aliados que ficaram na suplência na Câmara dos Deputados. Nelson Pelegrino (PT) estaria caminhando para chefiar a Secretaria de Justiça. O ajuste político abriria caminho para Charles Fernandes (PSD), primeiro suplente do chapão que foi às urnas no início de outubro.

Afago

Josias Gomes, que foi o secretário de Relações Institucionais de Rui, tem tudo pra voltar ao posto. Esta segunda cadeira de suplência na Câmara deixaria outro petista sorridente. Joseildo Ramos (PT) ficou na segunda suplência no grupo. Outra operação estaria em curso para abraçar o terceiro suplente: Paulo Magalhães (PSD). O pessedista não conseguiu se reeleger deputado federal. 

Leur? Ausente

Desde o resultado das urnas do dia 7 de outubro, é mais fácil encontrar uma agulha no palheiro do que localizar o deputado Leur Lomanto Júnior (DEM) nos corredores da ALBA. O democrata mergulhou depois que Isaac Carvalho passou a ameaçar sua vaga na Câmara dos Deputados. 

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