Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: Vai começar o beija-mão

[Na Sombra do Poder: Vai começar o beija-mão]
03 de Dezembro de 2020 às 05:00 Por: Plenarinho Câmara dos Deputados/ Reprodução/ Redes sociais/ Divulgação Por: Editoria de Política

Vai começar o beija-mão
Quatro dias após o segundo turno, os prefeitos reeleitos em Feira de Santana e Vitória da Conquista, Colbert Martins e Herzem Gusmão (ambos do MDB), respectivamente, desembarcam nesta quinta no Palácio Thomé de Souza, em Salvador, para o ritual de ‘beija-mão’ com o prefeito ACM Neto (DEM), abrindo alas para 2022. A vinda dos emedebistas antecipa as costuras que o democrata só começaria a fazer a partir de janeiro. A vitória dos dois, junto a outras cidades estratégicas, mexeu com as emoções do soberano, que ainda está em estado de êxtase.
   
Pirraça

Êxtase por um lado e pirraça por outro. Desde domingo, Neto não deixa passar uma oportunidade sequer de lembrar as derrotas que o PT sofreu contra seus aliados nas quatro maiores cidades da Bahia. “O PT tem que saber perder. Perdeu, perdeu!”, avisa. 
 
Recado
Na segunda pela manhã, Jaques Wagner (PT) entrou em campo para rebater a euforia netista e disse que tinha gente comemorando precipitadamente: “É bom lembrar que apressado come cru”. Na mesma toada, aproveitou pra dizer que está no jogo como possível candidato do PT ao governo da Bahia em 2022. O recado foi pra ACM Neto, mas também serviu para o governador Rui Costa, como um sinal que, a partir de agora, Wagner vai entrar pesado na articulação política e assumir novamente o protagonismo.
 
Negacionismo 

O governador Rui Costa (PT), por sua vez, adotou a postura típica do PT neste pós-eleições: não reconhecer a derrota. Porém, como o BNews já noticiou, até mesmo aliados muito próximos ao chefe de Ondina o consideram um fracasso na coordenação de campanha.
 
Contaminação eleitoral
O discurso “fique em casa” contra o coronavírus foi deixado de lado pelos políticos durante as eleições municipais deste ano. Aglomeraram, se abraçaram e comemoram vitórias como se não houvesse pandemia. Agora que o pleito terminou, o discurso em defesa do isolamento social volta à tona. Ê, turma hipócrita!
 
Assimilando o golpe

Chegou o segundo turno e Olivia Santana ainda estava de ponta-cabeça. Na certa, tentando assimilar o golpe que recebeu nas eleições municipais, quando teve votação menor do que Pastor Sargento Isidório e até mesmo Cezar Leite. Pra acabar de completar, todos que ela apoiou publicamente, Zé Neto e Zé Raimundo na Bahia, e Manu D'Ávila e Boulos, foram derrotados.
 
Militância express
Chamou atenção a velocidade com que a militância petista abandonou o comitê de Zé Raimundo ao notar que seria novamente derrotada. O deputado estadual Osni Cardoso chegou e saiu rapidamente, nem ficou pra recepcionar o colega derrotado. Sobrou pra Jorge Solla o papel de ser o ombro amigo na coletiva da derrota.
 
Vira-casaca 
O vereador Galeguinho, eleito pelo PSB em Feira de Santana, vai entrar para o Guinness Book [o Livro dos Recordes] como o vira-casaca mais rápido do segundo turno das eleições municipais. O moço passou a campanha pedindo voto para o 13 de Zé Neto, mas foi comemorar a vitória do 15 com a turma de Colbert. “Ih, fu***! É 15”, gritou o vira-casaca, ao som de samba, diante uma mesa farta de cervejas e afins.

 

Azarões
Não bastasse a alcunha de vira-folha, Targino Machado e Marcell Moraes, que apoiaram candidaturas petistas em Feira de Santana e Vitória da Conquista, respectivamente, ganharam também a fama de azarões. Em Conquista, onde o PT acreditava ter mais chances de vitória, a chegada de Marcell foi um agouro ao sonho de Zé Raimundo. Dizem que o protetor dos animais carrega uma nuvem pesada sobre si desde a castração do seu mandato no TSE por abuso de poder econômico.

O líder agora é gamer

Depois de tanto tempo longe do plenário Cosme de Farias por causa das eleições municipais, o vereador Geraldo Júnior voltou a ocupar a cadeira presidencial para pilotar uma sessão. Contudo, pela indumentária gamer, bem que poderia estar numa partida online de Free Fire.

Caloteiros eleitorais
Com o término da corrida eleitoral, a disputa agora é para receber os valores combinados na campanha. Marqueteiros, funcionários e fornecedores estão à procura de candidatos e partidos para receber a justa remuneração, mas muitos espertinhos sumiram do mapa, trocaram número celular e até bloquearam os antigos parceiros nas redes sociais. Tudo isso para não pagar! A NSP já ouviu ameaças de pessoas dispostas a colocar a boca no trombone para citar nominalmente os caloteiros.

Apelou aos céus

A mensagem de agradecimento de José Ronaldo pela vitória de Colbert Martins teve uma forte pitada de pregação evangélica. Será que isso foi a convivência com José de Arimateia no segundo turno? Fato é que Zé Ronaldo nunca viveu uma disputa tão apertada em Feira e precisou apelar aos céus para se manter nas cercanias do poder.

Trio parada dura
A localidade de Cassange, em Salvador, passou a viver debaixo de uma apreensão tremenda por causa da tentativa de um trio parada dura de ocupar terras em nome do falecido Silvio Pires. A trinca formada por um empreiteiro, um advogado e uma liderança sindical está sob olhares investigativos.
 

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