Copa do Mundo

Operários das obras da Fonte Nova ameaçam parar

Publicado em 19/08/2011, às 11h01   Redação Bocão News



Na corrida contra o tempo, para entregar a Arena Fonte Nova a tempo para a Copa das Confederações em 2013 e a tão esperada Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, os problemas no Rio de Janeiro e a paralisação das obras no Maracanã não são fatos isolados. A capital baiana deve ser palco do próximo foco.
Os trabalhadores envolvidos na reforma da Fonte Nova reivindicam melhores condições de trabalho. A categoria acusa as construtoras  de assédio moral e ameaçam entrar em greve. Na pauta de reivindicações consta também a contratação de um plano de saúde para os trabalhadores, e ainda o aumento no valor pago pela participação nos lucros e nas horas extras feitas.
Uma assembleia para discutir a possível paralisação deve acontecer nesta segunda-feira (22), às 7h, no canteiro de obras do estádio. Na ocasião, os 980 funcionários devem expor as reivindicações, e caso não sejam atendidos, eles podem entrar em greve.
Segundo o presidente do Sintepav-Ba, Adalberto Galvão, existe um grupo de encarregados que exige que os trabalhadores executem suas funções além da capacidade física para acelerar o ritmo das obras. Ele informou ainda que a "Fonte Nova Participações" - composta pelas empresas OAS e Odebrecht -, quer avançar loucamente o cronograma e, quando alguém se nega, eles ameaçam demiti-lo.
Os trabalhadores envolvidos na reforma da Fonte Nova cumprem carga horária semanal de 44 horas, de segunda a sexta-feira, e o salário para um pedreiro é de R$ 1.043 mensais, mais uma cesta básica de R$ 130, segundo o Sintepav.
A Fonte Nova Participações disse que desconhece a realização da assembleia pelos trabalhadores, além disso, declarou que mantém um bom relacionamento com os colaboradores e com o Sindicato(Sintepav-Bahia).

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp


Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)