Coronavírus

Empresário que fugiu de isolamento e foi a Trancoso é presidente do Grupo CVPAR

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Cláudio Henrique do Vale Vieira também já foi candidato a vice-governador do Ceará

Publicado em 17/03/2020, às 16h12    Divulgação    Redação BNews

A décima vítima do novo coronavírus no estado da Bahia foi diagnosticado, na verdade, em São Paulo, mas ainda assim viajou para Porto Seguro, no sul da Bahia, desobedecendo a recomendação de isolamento. Trata-se do empresário Cláudio Henrique do Vale Vieira, presidente do Grupo CVPAR.

Ele foi encontrado por agentes de saúde na praia de Trancoso, onde participou de festas e teve contato com diversas pessoas, incluindo funcionários contratados para trabalhar em sua casa.  

O governador Rui Costa (PT) informou, nesta segunda-feira (16), que acionou a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para abrir processo criminal contra o empresário.

"Isso é uma atitude irresponsável, negligente. Já determinei que a Procuradoria-Geral do Estado abra um processo criminal contra esse empresário, pra que ele responda criminalmente por sua postura irresponsável. Vamos denunciar todos que descumprirem no Ministério Público da Bahia e Federal", disse o governador.

Cláudio Vieira já foi candidato a vice-governador do Ceará em 2010, na chapa com o então candidato Lúcio Alcântara (PR), e é filho da desembargadora do Tribunal de Justiça cearense, Maria Iracema Martins do Vale.

Um dos funcionários que contraiu o vírus a partir do contato com o empresário em Trancoso tentou fugir do isolamento, mas acabou sendo interceptado por policiais do 8º Batalhão da Polícia Militar da Bahia. 

O fato ocorreu na madrugada desta terça-feira (17), por volta de 1h da manhã, quando a PM foi acionada para intervir após denúncia que um dos funcionários da  residência havia saído do local conduzindo um veículo. Logo em seguida, agentes do 8° BPM montaram vários pontos de bloqueio nos acessos a região interceptando o carro na BA-001, próximo a Arraial da Ajuda. 

Durante a abordagem o homem insistiu em seguir alegando que outras pessoas haviam sido liberadas para retornarem a São Paulo e seu teste concluiu resultado negativo para o vírus, assim não voltaria ao local de risco onde há outras pessoas. Porém, após determinação dos policiais militares presentes no bloqueio, o homem retornou para a quarentena e fora advertido quanto à proibição de deixar o local.

Em seguida, foi escoltado até a casa onde se encontrava. Os policiais militares tomaram medidas para evitar um eventual contágio, inclusive o uso de luvas, máscaras de proteção e não tiveram contato físico, nem se aproximaram do supeito de contaminação. 

O comando do 8°BPM esclarece ser crime com pena de reclusão de 1 a 4 anos, praticar com intenção, ato capaz de produzir a outra pessoa o contagio de moléstia grave que está contaminado e pede as pessoas colaboração  total no sentido de evitarem a propagação da doença. O risco é de todos sem distinção.

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