Coronavírus

Ambulantes criticam "coronavoucher" de Bolsonaro: "R$ 200 vai dar para o quê?"

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Trabalhadores informais estarão impedidos de atuar nas praias de Salvador  |   Bnews - Divulgação BNews/Vagner Souza

Publicado em 19/03/2020, às 19h45   Henrique Brinco



Vendedores ambulantes de Salvador criticaram a decisão da prefeitura de interditar as praias por 15 dias (assista ao vídeo abaixo). A determinação vai valer a partir do próximo sábado (21) e contará com o apoio da Guarda Municipal no controle de acesso de banhistas e também dos trabalhadores informais. Com isso, muitos deles terão que depender do "coronavoucher", que visa depositar R$ 200 durante quatro meses para os trabalhadores informais e pessoas desassistidas.

Reportagem: Henrique Brinco / BNews

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O vendedor de queijos Lealdino Oliviera, de 48 anos, afirma que o prejuízo é incalculável. "Para mim, está tudo ruim, muita conta cara para pagar", ressaltou, para a reportagem. Para ele, os vouchers que serão distribuídos pelo governo Bolsonaro não é suficiente. "R$ 200 vai dar para quê?", questiona ele, que trabalha há 14 anos no Porto da Barra.

O voucher irá mirar 18 milhões de famílias e sua concessão será feita pela Caixa Econômica Federal. Quem já consta como beneficiário do Bolsa Família ou do BPC (Benefício de Prestação Continuada) não poderá receber o benefício.

A vendedora de cocos Leidiane, de 32 anos, também  se emociona ao falar sobre a medida. "Como vou dar de comer para o meu filho em 15 dias?", lamenta. O também vendedor Paulo Santos, de 36 anos, afirma que não se enquadra nos critérios para receber o voucher, já que recebe o Bolsa Família. "Só Deus sabe como farei para ganhar dinheiro", ressalta.

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