Coronavírus

Durante entrevista, Rui critica comentário de Weintraub sobre morte de “menos de 40 mil brasileiros” por Covid-19

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Segundo Rui, é lamentável o que disse recentemente o ministro  |   Bnews - Divulgação Arquivo/BNews

Publicado em 15/04/2020, às 13h39   Samuel Barbosa



O governador Rui Costa (PT) fez duras críticas ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante entrevista concedida à TVE na tarde desta quarta-feira (15). Segundo Rui, é lamentável o que disse recentemente o ministro sobre a morte de "muito menos de 40 mil brasileiros" em decorrência do coronavírus.

"É lamentável, triste, muito triste ver um ser humano falar em 40 mil vidas humanadas como se fosse algo descartável. Que tenhamos um ministro com essas qualificações no Brasil, que Deus ilumine a cabeça de quem exerce um cargo público no Brasil, que Deus traga humanidade. Infelizmente a gente não vê exemplos desse em nenhum lugar do mundo, depoimentos tristes e vergonhoso como esse”, completou.

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu na última terça-feira (13) a reabertura de escolas nas cidades com menores índices de casos da Covid-19. Ainda de acordo com o ministro, a pasta trabalha normalmente para garantir a realização do ENEM em 2020. Atitude bem diferente da tomada pelo governador da Bahia, que determinou nesta quarta-feira, a prorrogação da suspensão das aulas em todas as escolas da Bahia para o dia 3 de maio. A prorrogação também vale para eventos acima de 50 pessoas. As medidas que visam evitar a aglomeração de pessoas e combater o contágio do novo coronavírus (Covid-19).

Ainda durante a entrevista, Rui também criticou o presidente Jair Bolsonaro, que não tem atendido orientações de autoridades mundiais de saúde. "Eu acompanho as redes sociais e percebo que as pessoas estão perplexas, com dúvidas, porque você vê autoridades falando coisas diferente. Em todas as nações a política foi deixada de lado e cada país está unido para vencer essa guerra, e aqui a gente transforma em disputa política, até sobre o remédio que vai ser aplicado na população (...). É muito cruel ver relatos do que aconteceu na Espanha, que precisaram escolher quem colocava no respirador porque não tinha pra todos. Não precisamos que aconteça aqui na Bahia e no Brasil”, disse.

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